sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Pior que é verdade.

Cara... veja só a que ponto nós chegamos. Um telejornal local vai exibir uma matéria dando dicas de como evitar choques elétricos durante o carnaval. Não... não é absurdo o telejornal exibir uma matéria dessas. O absurdo é a pauta existir.

Em um lugar onde cerca de 40 pessoas morreram eletrocutadas no meio da rua, do nada, por causa de fios da rede elétrica estarem soltos e/ou vazando corrente, a pauta existe, o risco existe e merece atenção, afinal, já vi relato no Facebook de foliã que recebeu uma descarga elétrica ao pisar na tampa de um bueiro quando voltava de uma prévia em Olinda. Não morreu por pouco.

É meu caro... É bom assistir a matéria e se prevenir.  Afinal, como os responsáveis se isentam de culpa e responsabilidade, se valendo da famosa impunidade tupiniquim (já que em todos os casos de morte que falei acima, a Companhia Elétrica de Pernambuco, vulgo Celpe, foi considerada inocente, e é bom frisar que pela justiça), a responsabilidade de não ser eletrocutado por causa de incompetência e/ou irresponsabilidade de quem devia cuidar disso, passa a ser sua.

Como tudo nesse país...

Música do dia

O carnaval começou...



quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Você.


Na boa.. eu acho as pessoas muito radicais em alguns aspectos. Principalmente no que se refere a saúde. São totalmente extremistas, ditatoriais. Isso pode, isso não. Não há meio termo. Um dos vilões da atualidade é o sal. O que mais escuto é "corte o sal da sua vida". Tá certo... eu uso muito sal. Adoro! E o povo que come comigo, quando mais "discretos" soltam um "tá nevando no teu prato" e a frase clássica "sal faz mal". 

Outro dia tava lendo uma entrevista de Paul Stanley onde ele falava que, após um exame detectar que ele estava com a taxa de colesterol alta, o médico virou pra ele e disse categoricamente "Você vai ter que cortar o sorvete da sua vida".

Quando as pessoas resolvem que querem emagrecer se tornam as mais radicais de todas. Inventam ou seguem dietas que são verdadeiras maldições. Deixam de comer tudo o que adoram... aliás, deixam de comer tudo pra se entupir de chás, shakes e sei lá mais o que.

Cara... isso e muito chato! Seja vindo de pessoas abalizadas para tecer comentários do gênero e, principalmente, por pessoas que se valem do "ouvi falar", "saiu na tv", "li na revista/jornal/internet", "um amigo meu, que é isso, disse".

Ponto número um: se você realmente acredita nisso, tome isso pra sua vida. Corte o sal, o sorvete, o ovo, as frituras e todo aquele monte de coisas que dizem fazer mal e guarde pra você. Não tente empurrar o que te empurram para outros. Você vai descobrir que as outras pessoas tem o poder e a capacidade de avaliarem sozinhas as coisas . E lembre-se de uma coisa: o que hoje dizem fazer mal amanhã podem descobrir que não faz. Que pode até fazer bem. O ovo é um exemplo clássico. De tempos em tempos ele é vilão ou herói.

Ponto número dois: se você acha que passando essa "informação" você vai estar ajudando alguém querido, passe a "informação" apenas uma vez. Pode ter certeza que o receptor já ouviu essa mesma "informação" de várias outras pessoas, jornais, revistas, blogs, programas de TV, etc. Ficar repetindo a mesma coisa (chata) só fará de você um chato dos infernos que deve ser evitado a qualquer preço. Depois você fica sem entender porque as pessoas não te procuram mais...

Meu pai já dizia que o segredo é dosar. Gosta de sal? Não avacalhe (isso não vale pra mim :P). Gosta de frituras? Não avacalhe. Dose as coisas de maneira que você não precise se privar de nada.

E se um dia for uma ordem médica, como no caso de Paul Stanley, faça como ele: avalie o quanto o foco da proibição te dá prazer. Se cortar esse prazer for algo inconcebível, a escolha é sua. Você pode cortar, dosar ou ignorar a ordem médica. Você é quem decide se vai ter uma vida com mais prazeres ou com menos prazeres. Ninguém precisa ficar no ouvido de ninguém dizendo "isso mata" ou "assim você vai morrer" o tempo todo.

Lembro que quando eu dizia pro meu pai parar de fumar ele respondia: "você quer cortar o único prazer que ainda tenho?". Sempre achei sua resposta um exagero (apesar de saber que a doença que ele teve limitou muito a sua vida e ele sentia mesmo isso). Mas essa resposta sempre me fez pensar... e chegar a essa conclusão: você é quem decide.

Música do dia

Classicaço!!!!



segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Só pode.

Vendo o novo comercial da Friboi, com Roberto Carlos, eu só posso chegar a conclusão que as agências de publicidade criam comerciais ruins de propósito, apenas com o propósito (cacofonia redundante proposital) de gerar comentários nas redes sociais. Fica todo mundo comentando "que comercial ruim" e a marca se propaga...

Música do dia

They call me a working man... simbora!!!


quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Artes e artes

Outro dia vi um anúncio de um curso que dizia algo mais ou menos assim:

"Aprenda a criar projetos culturais... entenda esse mercado, cada vez mais crescente, e faça o seu". Eu chamo isso de "Aprenda a mamar nas tetas do governo já que você não consegue criar interesse para sua arte".

Meio radical, né? Mas eu vejo exatamente assim. Tem gente que vive disso: de aprovar projetos na Lei Ruanet, Funcultura e demais do gênero. E conseguem aprovar coisas que, por mais sabendo que o conceito de arte é o que há de mais relativo e abstrato no mundo, eu me pergunto: isso é arte?

E mesmo assim, todos os anos, aprovam um ou mais projetos e assim conseguem manter suas "baladas culturais" frequentando o jet-set cabeçóide que acha que dita cultura. E olhe que do monte de projetos aprovados, a grande e esmagadora maioria tem seus trabalhos ignorados pelo público, que não tem interesse neles. Pouquíssimos projetos aprovados se tornam conhecidos pelo grande público... E olha que se gastam milhões com esses projetos e incentivos.

O pior é que as vezes aparece alguém que tem um projeto bacana mas que não é aprovado porque aqueles que vivem disso se fecham numa panelinha, tão hermeticamente fechada, que só entra um se outro sair. E quem quer sair e perder a "boquinha"?

Na minha opinião de velho, chato, rabugento, radical, reacionário e todos os demais adjetivos que já recebi na vida (e que são muitos pra decorar, mas guardo todos num "cantinho especial"), se você quer trabalhar com arte, tem que fazer isso da maneira com que é feita desde que o mundo é mundo: você precisa fazer com que sua arte cause interesse no público. Foi assim com Mozart, Bethoven, Michelangelo, Paganini, Neruda, Stephen King, Rodin, Mario Puzo, Aleijadinho, Black Sabbath, Pink Floyd, e milhares de outros.

Se você conseguir isso, sua arte agrada ao público e logo vai causar interesse tanto da iniciativa pública como da privada. Mas se você não consegue fazer com que sua arte seja consumida, você vai ser mais um daqueles que gastam o dinheiro público se achando "o" artista. Afinal, esse tipo de apoio deve ser a "força" que você precisava para dar um primeiro passo... não a teta "insecável".

PS: Não quero dizer que o governo não deva apoiar projetos culturais. Mas não pode deixar que o apoio governamental se torne um meio de vida... e só pra uma "panelinha".

Música do dia

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Desenhando...

Ultimamente tem se falado muito em violência. A violência física, que fere e mata pelas ruas das cidades. E muito se discutiu sobre a ação de "justiceiros" que andaram amarrando bandidos a postes, árvores, etc. Como sempre, tem o povo que apoiou a "iniciativa" baseando seus argumentos na impunidade geral do país. E, claro, tem a galera dos "direitos humanos" com o velho bordão de "violência gera violência", de "quem somos nós pra fazer justiça com as próprias mãos" e, o mais esquerda reacionária (antagonismo proposital) e meu preferido, "só fazem isso com preto e pobre, que não tiveram oportunidades na vida. Quero ver fazer isso com os políticos corruptos..." 

Não vou mais dizer que sou a favor disso ou daquilo. Acho que já deixei claro minha posição sobre como lidar com bandidos (não importando sua cor, credo, raça, grau de parentesco, grau de amizade, time que torce, opção sexual, opção política, gosto musical, etc, etc, etc). Apenas acho que a situação chegou a um ponto crítico e pede medidas emergenciais. Medidas de curto, médio e longo prazo. Como explicar explicitamente causa muita polêmica e eu não tô com saco mais de ficar discutindo, desenho em palavras de forma lúdica. 

Digamos que você está na sua casa, com o ar condicionado ligado, vendo filmes que você adora, tira-gostos, bebidinhas, quando percebe que formigas estão subindo em você e começam a te picar (formiga pica ou morde?). O que você faz? Por mais que você seja um eco-chato, você vai se levantar e começar a se bater para tirar as formigas. E mesmo que você seja um eco-chato, sabe que fazendo isso, algumas formigas vão morrer (coitadinhas...). Bom, mas você se levantou, se bateu, matou algumas formigas, deixou outras seriamente machucadas e/ou assustadas e as que sobreviveram foram embora. As que ainda iam te atacar também mudaram de rumo te deixando em paz. Daí, o que você faz em seguida? 

Vai vasculhar onde fica o formigueiro e vai acabar com ele. Não importa se é um formigueiro ou se são vários. Você vai acabar com eles para que as formigas não voltem a te picar (ou morder). E pra você não ter mais todo esse trabalho, o que você vai fazer? 

Vai aprender a prevenir a praga pra que as formigas não voltem. Não é assim que funciona? 

Muita gente brada, cobertos de razão, que para acabar com a violência (ou 98% dela, pois ainda existem o casos patológicos) é necessário educação. Isso é óbvio. Só que a educação, agora, é a medida com resultado de longo prazo...

Música do dia

Pra começar a semana em grande estilo.



terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Cérebro-Bomba

E as pessoas estão se tornando xiitas, prisioneiros de um discurso único onde não importa o bom senso. Importa a "postura" que você assume e defende, mesmo que só "assuma" essa "postura" e ela não reflita seus atos, coisa muito comum hoje em dia.


Se você é a favor disso, não pode ser a favor daquilo pois fere a convenção do puritanismo estúpido que está sendo usado como regra. E, depois, eu que sou chato... São todos "cérebros-bomba" que, assim como os homens-bomba, para defender seus "conceitos indobráveis", explodem seus cérebros para que eles não absorvam nada que os contrarie... mesmo que essa absorção possa trazer ideias (ainda me dói na vista e na alma escrever ideia sem acento) melhores.


Misturar ideias e conceitos, mesmo que antagônicos, ajuda a criar soluções. Manter-se fiel a princípios não impede a análise e a absorção de ideias novas, principalmente quando se há caráter. Falo, simplesmente, de entender que o X pode estar certo sem que o Z esteja errado. Mas os cérebros-bomba preferem explodir... e deixar tudo sujo.

Música do dia

Não conhecia... muito boa. Me lembra os bons tempos do Metallica e do Pantera.