quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Final de ano

... e eu tinha me prometido que só voltaria ao Junkie depois das eleições. É que os ânimos estavam muito acirrados. As torcidas do cordão azul e do encarnado andavam vociferando demais, brigando demais. E nenhum dos dois cordões valia (e ainda não vale) tanta indisposição.

E eu tinha me prometido dar uma revisada no meu comportamento. Andava reclamando muito sobre o óbvio; me tornando repetitivo; perdendo o foco que havia me proposto e tornando o Junkie intragável com tantas "críticas políticas" feitas por alguém que não tem o embasamento necessário para isso: eu. 

Me contive. E de parte do ano pra cá consegui me conter mais. Conter impulsos de me meter em toda e qualquer discussão; conter o impulso de opinar sobre tudo. Pra isso, parar o Junkie foi fundamental.

Retomo as atividades do Junkie hoje (mesmo que ninguém esteja nem aí pra ele). No último dia de 2014. Afinal, o último dia de cada ano sempre é um dia de promessas. Muito do que escrevi no último texto do ano passado continua em voga. E como disse no ano passado, prefiro traçar metas do que fazer promessas. Algumas das metas que tracei pra mim para 2014 consegui cumprir, algumas totalmente, outras parcialmente. Consegui estragar bem menos comida que em outros anos. Mas como ainda pretendo chegar a não estragar nada, essa meta continua valendo para 2015. Também consegui manter mais o foco em coisas que me fazem bem. Muitas vezes perdi esse foco, é verdade, mas consegui dar mais importância ao que me faz bem mais vezes por todo o ano que termina hoje. Logo, essa meta também terá continuidade no ano que chega. Também pretendo conseguir manter a minha saúde financeira, conseguir poupar algum dinheiro. Sei que é difícil (pelo menos pra mim), mas vou tentar, além de outras metas pessoais.

E é isso. Desejar a todos um feliz ano novo. Que todos consigam cumprir suas metas e que, entre elas, tenham não atrapalhar quando não puderem ajudar. Uma ótima festa de réveillon.


Música do dia

De volta... no último dia...

sexta-feira, 27 de junho de 2014

"Porque graças a Deus é sexta-feira"


Durante muito tempo eu atribuí essa frase a pessoas que não gostam de trabalhar ou, simplesmente, a pessoas que ficam contando os segundos pra poder enfiar o pé na jaca e não ter que acordar cedo no outro dia. Hoje eu consigo fazer uma avaliação mais justa da frase. Mas isso para aqueles sortudos, como Chico Pinheiro e eu, que não trabalhamos nos sábados (salvo situações excepcionais).

Para os "sortudos" como eu, graças a Deus é sexta-feira. Isso significa que amanhã eu não preciso andar por ruas esburacadas e alagadas, com água batendo no joelho, cintura, etc. Graças a Deus é sexta-feira porque amanhã eu não preciso usar um sistema de transporte público de péssima qualidade (porque não há adjetivo mais pejorativo para o caso). Graças a Deus que amanhã eu não preciso ficar dentro de uma lata de sardinha que o povo teima em chamar de ônibus, defumando, enquanto o trânsito não se move. Graças porque amanhã eu não vou precisar perder uma hora e meia da minha vida num percurso que deveria durar 20 minutos. E isso só de ida... graças porque não vou precisar andar por ruas em que o risco de ser assaltado ou morto é proporcional ao ato de respirar.


Dar graças porque posso ficar em casa, torcendo pra que não falte luz ou água e não ser obrigado a ouvir a péssima "música" produzida atualmente na cidade/estado/país, executadas no mais alto volume em celulares dentro dos ônibus/metrôs e carrocinhas de Cds piratas.

Porque Graças a Deus é sexta feira...

E por tudo isso que apontei, também começo a avaliar com mais justiça a frase "Odeio segundas"!

Música do dia

quarta-feira, 25 de junho de 2014

Pra fazer direito...

Eu tenho notado uma certa tendência da atual prefeitura do Recife em querer "dificultar" as coisas pra quem tem carro. E não acho ruim não. Tem mais carro na cidade do que ruas. O trânsito fica um inferno (como todo mundo já sabe, já viu, já viveu... vive) nos dias com sol, principalmente nos dias com chuvas. Trânsito é sinônimo de apurrinhação, dor de cabeça, prejuízo, enfim: tempo perdido.

Ouvi dizer que há a intenção de tornar algumas ciclofaixas permanentes (ao contrário do que acontece hoje, quando a ciclovia só existe aos domingos e feriados)... já foi criada a zona 30 (área que corresponde a quase todo o Recife Antigo onde os carros só podem circular a 30Km/h). Foram cridas faixas exclusivas pra ônibus, onde veículos passeio não podem transitar (ou são multados), enfim, atitudes que, na minha opinião, visam fazer com que o cidadão saia menos de carro, diminuindo a quantidade de veículos nas ruas.

E não acho isso ruim. Muito pelo contrário. Acho que são atitudes louváveis. Muitos países radicalizaram para ter um trânsito melhor. Cobram fortunas por vagas de estacionamento, criaram faixas exclusivas para ônibus, ciclofaixas permanentes e, o principal, fizeram um sistema de transporte público eficaz; decente, digno. Metrôs que levam a todas as partes das cidades, trens e ônibus que se completam. Toda uma logística criada para que haja harmonia, sem transtornos.

Portanto, cara prefeitura, de nada vai adiantar criar todas essas dificuldades para os motoristas se não melhorar (e muuuuuuuuuuuuuuuuito) o sistema de transporte público atual, que é velho, desconfortável, ineficiente.


Se ficar só nisso, a única coisa que o estado vai ganhar é o ódio dos motoristas... e de todo mundo que ficar preso nos engarrafamentos. Principalmente o ódio daqueles que ficam presos no engarrafamentos dentro das atuais latas defumadoras de sardinha que são os ônibus.

Música do dia

Cara... uma banda que eu conheci ontem através do meu irmão... fantástica...



quarta-feira, 18 de junho de 2014

Cenas dos próximos capítulos...

Ainda sem tomar partido de nenhum dos lados, eu me pergunto se o que houve ontem foi uma "simples" reintegração de posse violenta ou se há um algo a mais na história.

Veja só: havia uma negociação em andamento e pessoas sérias dizem que havia um acordo para que tudo acontecesse de forma pacífica. E, do nada, a PM, que é comandada pelo governo do Estado, decide valer a ordem judicial de reintegração de posse datada de 29 de maio. Ou seja: o povo acordou e exclamou "Eita! Tem aquela ordem judicial de reintegração de posse..."

A quem interessou (ou interessa) essa reintegração de posse? Isso nós vamos ver no guia eleitoral em outubro...

Música do dia

terça-feira, 17 de junho de 2014

O primeiro

Eu não tenho uma opinião formada sobre o assunto. Não entendo do assunto. Apesar de lembrar que vivi em casas e brinquei em parques, minhas lembranças sempre são em apartamentos, centros urbanos, etc.

Tive uma namorada que entende do assunto e eu viajava numa coisa que ela fazia, as vezes, quando andávamos pelo antigo: de repente ela parava e comentava coisas do tipo "fantástico" e eu olhava na mesma direção e não via nada. E ela me explicava sobre formas, curvas, etc. Mesmo sem entender, eu achava massa. E queria poder ver a mesma coisa...

Sempre achei uma merda essa coisa do brasileiro só colocar cadeado depois que a casa é roubada. Sempre tomar uma atitude depois que a bolacha já caiu com o lado da manteiga no chão. E até agora acho que as pessoas deveriam ter se mobilizado há muito mais tempo. Afinal, o Cais José Estelita passou séculos abandonado. E quando foi posto a leilão, não me recordo de ninguém ter reivindicado nada para aquela área. Bom... dizem que antes tarde do que nunca. Não sei...

Tenho amigos sérios que são a favor do movimento, tenho amigos sérios que são contra. Sei que tem aquela leva de gente que "veste" a moda e que tem aqueles que são contra e não sabem nem o motivo. Eu continuo sem saber se sou contra ou a favor da demolição do cais, do projeto das empreiteiras ou do movimento. Como disse, não conheço o assunto e precisaria ter muitas explicações sobre o caso.

A única coisa que sei é que é que, se há uma negociação em andamento, um acordo, aquele que primeiro o descumpre/ignora/desrespeita perde a razão e a credibilidade.

Música do dia

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Just like that.

A verdade é que o povo brasileiro já foi tão vilipendiado que se acostumou a tanta corrupção. Talvez, agora, se sinta um pouco incomodado, mas ele já está acostumado. Tanto que ficou carente de valores. E quando aparece algo que não tem nada demais mas que não é visto no dia a dia, fica maravilhado.

Primeiro foi com Joaquim Barbosa. O afro-decendente (olha eu sendo politicamente correto aí, pra variar...) de origem humilde, que alcançou o cargo mais alto da justiça e que era, pasmem, honesto (pelo menos era essa a impressão que ele passava na época, quando julgava os mensaleiros). O povo ficou tão encantando em ver uma pessoa fazer nada mais que sua obrigação que começou a tratá-lo como herói. E olha que já rolaram rumores de que ele nem é essa honestidade toda...

Agora, ficou todo mundo encantado com a torcida japonesa. O brasileiro, acostumado com a falta de educação, ficou maravilhado com os japoneses recolhendo o lixo que haviam produzido durante o jogo contra a Costa Rica, em Pernambuco. Uma foto de um japonês recolhendo o lixo no estádio após jogo foi amplamente compartilhada nas redes sociais com legendas tipo "se fosse brasileiro...", "isso que é um povo educado", e coisas afins. Um encantamento só.

Nenhum dos exemplos acima é exemplo de ação fora do comum, excepcional ou sobre-humana. As duas ações são, meramente, obrigações de cada um. Mas... como diria Lulla, o problema é cultural.

Acha lindo ser honesto? Então não seja corrupto. Achou lindo os japoneses que não sujam os lugares por onde passam? Não suje. É simples assim.

Música do dia

sexta-feira, 13 de junho de 2014

Pouparam a mãe do juiz

Nada me diverte mais que esse discurso da "elite dominante". Principalmente quando ele vem acrescido de cor. A "Elite branca dominante". Chega soa forte. Acho que, primeiro, devemos definir elite. Segundo o dicionário on line, elite é: 

 "s.f. O que há de melhor numa sociedade; o escol, a flor, a nata. Sociologia Minoria mais culta ou mais forte, dominante no grupo." 

Se for por essa definição, já começo dizendo que não acho que no estádio só tivesse o que há de melhor na nossa parca sociedade. Pra mim, elite é quem tem dinheiro. E acho que foi essa definição a que se referiram ao criticar os xingamentos. Quem tem dinheiro, ainda na minha humilde opinião, são empresários e políticos. Aí existe uma relação que a gente já conhece. Os políticos são financiados por? Isso mesmo: empresários. Financiar campanhas, no Brasil, significa a compra dos políticos (que se vendem sem a menor parcimônia, não importa que letras venham depois do P). E se eles compram os políticos, eles fazem que querem... inclusive xingá-los. Assim como os políticos fazem com o povo, mesmo com aqueles que não venderam o voto. Mas não creio que tenha sido só a "Elite branca" raivosa que xingou não... 

Pelas imagens que vi, eles, que estavam na área VIP e pagaram mil reais por um ingresso, podem até ter começado, mas não foram únicos. E não venham me dizer que todo mundo que estava na arena era elite. Ali tinha muita gente que usufruiu da inclusão social bradada pelo governo (que diz que o povo tem mais dinheiro, quando na verdade tem mais crédito... mas isso, como diria o narrador de Conan, é uma outra história). Gente que juntou dinheiro, que vendeu a alma, que dividiu em milhares de vezes para estar ali. Eles também xingaram. Mas como esse discurso da "elite blá, blá, blá" chama mais atenção, já viu, né? 

Ainda li em algum lugar que usaram xingamento machistas... Desde quando mandar tomar naquele orifício é um xingamento exclusivamente masculino para inferiorizar as mulheres? Menos, né?

Em uma coisa eu concordo: fui de uma falta de educação incrível. Mas só pra ser clichê, o que esperar de um povo que não tem educação...?  Não tem saúde...? Não tem segurança...?

O povo xinga até a mãe do juiz, que nunca fez nada a ninguém...


Em outra coisa tenho que concordar: não entendo por que nunca xingaram Maluf e outros. Será que esses nunca foram a algum evento?

Agora... é claro que querem pegar o episódio pra tentar ofuscar o fiasco que foi a abertura do evento que não pode ser citado, ofuscar todos os problemas que ocorreram e estão ocorrendo, enfim vitimizar a presidente (que, no estádio, se portou muito bem) para desviar a atenção do que acontece. Tudo culpa da elite branca dominante e raivosa...


Sei...

Música do dia

terça-feira, 10 de junho de 2014

Pelo que vejo da vida...

Eu gosto de fazer análises a partir do que vejo, do que vivo. Aí, hoje tava me lembrando de algumas com uma certa relação com educação, na minha opinião. Uma coisa que o povo adora é estereotipar. Não sei se todo o país ou todo mundo, ou se são os recifenses que tem essa mania. Mas como diria Xicó, só sei que é assim...

Na década de 80, como meu pai não me deixava usar o cabelo comprido, eu tentei usar o cabelo punk. Uma desgraça dos infernos mas mesmo assim usava (acho que foi por isso que meu pai parou de pegar, muito, no meu pé por causa do comprimento do cabelo). Por isso, o povo me chamava de New Wave, uma espécie de gel de cabelo que vendia na época.


Nos anos 90, já maior de idade e com meu pai pegando mais leve por causa do tamanho do cabelo, passei a usar óculos de aros redondos. Cabelo comprido, óculos redondo = John Lennon. Era assim que eu era chamado na rua...


Dos anos 2000 pra cá é que eu vejo como o gosto do povo (grande massa) é ruim, péssimo e reflete a falta de educação, a busca pelo ruim e o fim da qualidade. Um cara com cabelo comprido, não importa que tipo de óculos usa ou se usa óculos, se tá de preto, de branco, colorido, hoje em dia é o estereótipo daquele ruído insuportável que o povo (e só ele, mas, infelizmente é maioria...) chama de "forró estilizado".


Deus tenha pena desse povo que reflete a educação que recebe no que ouve... E o tal "forró estilizado" é só um dos ritmos. Ainda bem que aquelas pessoas que "fazem" outro ruído chamado de "funk carioca" não usam cabelo comprido. Senão, na rua, eu seria apontado como analfabeto... Aliás, na rua não porque o povo recebe a mesma educação... Eu me compararia a um analfabeto.


Começo aqui uma campanha: Que os "funkeiros" continuem usando aquele cabelo raspado. Tá ótimo...

Música do dia

terça-feira, 3 de junho de 2014

Nem sei que título colocar...

Enquanto você lê este texto, existem mais de 100 pessoas numa lista de espera por leito em UTI no Estado. Na quinta-feira passada (29/05), no período da manhã, existiam 196 pessoas nessa lista. Uma lista que muda todos os dias e tem nela inclusos crianças e idosos. Muitos em risco de morte iminente. E muitos deles com ordem judicial na mão, conseguidas no Ministério Público, e que são descumpridas pelo Estado, que alega não ter leitos. Ou seja, A justiça manda, o Estado descumpre é ninguém punido. Não... Seu Edinaldo foi punido, da sexta pro sábado. Sua filha morreu esperando um leito de UTI... E sua família tinha a ordem de um juiz que mandava a internação imediata. A ordem foi descumprida, a criança morreu e o estado (agora com minúscula) segue... ileso. E há muitos outros casos que podem ter o mesmo fim.

Hoje pela manhã, recebo em meu celular a notícia de que num lixão, em Jaboatão dos Guararapes, quando um gari manuseava um saco de lixo, caiu o corpo de uma criança, aparentando 3 meses de vida, completamente carbonizado. Ou seja, na melhor das hipóteses, a criança morreu (ninguém a matou), queimaram o corpo (ainda pensando no melhor, não foi queimada viva) e a jogaram no lixo. Pensei em colocar fotos que recebi, mas isso serviria pra que? Saber do fato já é revoltante demais...

Seria muito fácil fazer uma "crítica", questionar por que os "ativistas" não ocupam hospitais, escolas públicas, delegacias, etc. Seria uma análise muito rasa da questão. A conclusão mais ampla (e triste) a que chego é que não há foco. Estão todos correndo atrás de peixes isolados ao invés de se juntarem e cercarem o cardume...

Honestamente? Eu tinha outro texto programado pra hoje. Mas diante de tudo o que vi hoje, e o dia nem acabou, mudei o assunto. Fiz vários textos, li, reli, apaguei e acho que isso ficou o mais perto do que consigo pensar.

Música do dia

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Atrás do trio elétrico...


 
Não quero, aqui, apontar mocinhos e bandidos, certo e errado, essas coisinhas que o povo teima em bradar. Mas vou fazer uma pequena reflexão, e apenas do tempo em que vivo.



- Na campanha pelas "Diretas já", tinha trio elétrico.

- Nos comícios, tinha shows.
- Na campanha "fora Collor" (que foi transformada numa grande piada depois do "volta Collor"), tinha trio elétrico.
- No Estelita teve Siba, Lia de Itamaracá e mais alguns artistas.

Tudo de graça. Aí me pergunto:

Se o consórcio usasse a mesma estratégia e fizesse, no Marco Zero, por exemplo (piada sarcástica proposital), um show gratuito com Musa e Banda Lapada pró Novo Recife, não teria conseguido mais simpatizantes?

Sei que sou fã de Maquiavel mas tenho um "certo" receio do que vem por aí...

Música do dia

Bem apropriada para uma segunda...

quinta-feira, 29 de maio de 2014

Vai entender...

Uma matéria de TV mostrou o resgate de um cachorro que tinha sido abandonado e se encontrava em estado lastimável: tapurús já haviam comido parte da face dele e já comiam orgãos internos. Uma situação de causar pena e revolta. Mas não é por aí que quero seguir.

Fomos comentar sobre a audiência da matéria. Não foi ruim mas esperávamos mais. Fazer a análise de audiência não é uma coisa fácil. Você tem que levar em consideração tantos fatores que acho que é mais fácil ser um cientista nuclear ou astrofísico.

Bom..  mas alguém disse, e muitos concordaram que quando mostramos situações de violência contra animais as pessoas sentem pena e não querem assistir. É algo inimaginável e inaceitável. É algo que não é diversão pra ser exibido na tv...

Mas a violência contra os tais seres humanos, essa todo mundo assiste, dá audiência, ninguém sente pena ou reclama que ela seja exibida na TV (quase ninguém, eu sei... mas é tão pouca gente). Essa pode...

Vai entender...

Música do dia

terça-feira, 27 de maio de 2014

Recomendo


Quem acompanha o Junkie já viu que, por aqui, vez por outra, aparecem colaborações de Rafael Araújo. Um cara que eu considero um verdadeiro ombudsman da estupidez humana. É o meu colaborador mais assíduo e gosto muito da linha de raciocínio que ele segue.


Pois bem... Hoje, às 19h, no bar Rocket 48, Rafael lança seu livro "Crônicas e Cartoons", onde ele discorre  e analisa o que vê da vida. Eu não li o livro ainda mas tenho certeza de que ele está muito bom. Tanto que recomendo sem medo de estar enganado.

Mas se você é como 98% dos meus (dois) leitores e não confia em mim, faça uma busca por "Rafael Araújo" aqui no Junkie... aí você vai entender porque recomendo.

Música do dia

segunda-feira, 19 de maio de 2014

O medo é o que pesa.

Que bonitinho... os saqueadores se arrependeram e estão indo devolver os produtos que roubaram na delegacia. A consciência pesou...

Pesou nada! Isso foi o medo de ser preso. Com exceção da mãe que obrigou o filho a devolver o que tinha roubado (e outros possíveis casos iguais), tudo bandidinho safado que viu uma oportunidade de se dar bem com a ausência da polícia nas ruas mas que, quando viram que o bicho ia pegar (afinal, cidade pequena, todo mundo se conhece... ), se borrou de medo com a possibilidade de ser preso. 

A devolução dos produtos não tira o prejuízo, a depreciação do valor dos mesmos, nem a falta de vergonha na cara. Não se tira nenhuma lição com isso. Talvez uma: que o medo ensina.. será?


Só vamos saber quando rolar outra greve da PM...

Quando chove...


Música do dia

Pra começar bem a semana...



sexta-feira, 16 de maio de 2014

Como Machado e Albert diziam...


"A ocasião faz o furto; o ladrão nasce feito". Com essa frase de Machado de Assis e depois da greve da PM aqui, em Pernambuco, eu volto a afirmar que bandido não é fruto do meio. A pessoas escolhe ser bandido. Bastou não ter polícia nas ruas que "cidadãos de bem", "pais e mães de familia" e "crianças inocentes" se "transformaram" em bandidos.

Se transformou nada. Já era um bandido, só que covarde. A única coisa que os impedia de serem bandidos era a suposta presença da polícia nas ruas. Ta certo que as crianças imitam os pais... e essas vão crescer (???) sem futuro nenhum (salvo uma ou outra exceção que aprenda a diferença entre certo e errado... só não sei onde... mas pode ter), e sinto uma certa pena. Por elas e por nós que, num futuro, vamos encontrar essas crianças crescidas nas ruas.

Mas o que mais me chamou a atenção foi a quantidade de bandidos enrustidos. Era bem maior do que eu imaginava. Pra se ter uma ideia, da quarta, quando foi deflagrada a greve, pra cá foram mas de 200 presos. Desses, mais de 100 em flagrante. Bicho... é muita gente!

Aí, o time de frases como "Quer conhecer alguém de vedade? Dê-lhe poder!", "Pra saber como é o caráter de uma pessoa, veja como ele trata pessoas que não podem lhe proporcionar nenhum benefício" ganha mais um reforço: "Quer saber se alguém é bandido? Tire a polícia das ruas..."

"Se as pessoas são boas só por temerem um castigo e almejarem uma recompensa, então realmente somos um grupo muito desprezível"
- EISNTEIN, Albert.

Música do dia

Com o fim da greve da PM em Pernambuco, o título dessa música deveria ser uma pegunta que muita, mas muita mesmo, deveria se fazer...

quarta-feira, 14 de maio de 2014

O povo adora...

CORRAM PARA AS MONTANHAS!!! Policiais Militares em greve explodiram a barragem de Tapacurá. Vários municípios já estão inundados e as águas já começam a inundar a Região Metropolitana do Recife. Bandidos do Pina já se organizam em lanchas de assalto de uso exclusivo das forças armadas da Mongólia para fazerem arrastões quando a cidade ficar alagada. Um conhecidoz de um tio de um amigo do zelador do prédio vizinho disse que já teve arrastões no bairro dele.

Eu já tava com um texto pronto pra hoje quando comecei a receber telefonemas de pessoas que me perguntavam se eu tava sabendo de arrastões que eles ouviram falar, receberam pelo whatsapp... enfim, se eu sabia que a cidade estava um caos...

Cara... o povo adora um boato. Tanto criá-los como repassá-los jurando que são verdades. Se desse dinheiro, juro que pensaria se criaria alguns. Sabe como é... engordar a renda... comprar mais Monsters High pra minha filha... mas não dá dinheiro. Só prejuízo.

E como o povo tem a estranha mania de acreditar em qualquer coisa fantástica, sem se informar sobre a procedência e veracidade das informações, dá nisso.

Deve ser porque a situação do país está tão fantástica (pejorativamente falando) que o povo não duvida mas de nada. Mas nunca é demais lembrar que boatos podem matar, como aconteceu no Guarujá.
Antes de espelhar uma "informação" que tenha conteúdo, digamos, explosivo, se informe. Existem milhares de maneiras de se informar. E muitas delas são de graça. Assim você evita o risco de ser tornar cúmplice de alguma atrocidade.

Mas agora peço licença pois vou fugir das águas antes que os malas do Pina comecem os arrastões aquáticos por aqui.

Só o Chapolim na causa...

Música do dia

Porque hoje é dia de blues no Bazza...

terça-feira, 13 de maio de 2014

Já dizia Accioly Neto...


Você, com certeza, amigo leitor, já deve ter comido vestígios de barata, de rato, de larvas, de mofo, carne estragada, enfim... já deve ter comido algo ruim e não foi no espetinho da esquina. Nops... foi aquela carne, aquele pão, aquela qualquer coisa que você comprou em um supermercado jurando que aquele era um lugar confiável...



Como diria o Sérgio: "Rá! Pegadinha do Mallandro"! Quase todas as redes de supermercados já foram autuadas pela vigilância sanitária por irregularidades postas a venda na cara dura. E sabe por que? Porque eles, os empresários, assim como os políticos, não estão nem aí pra você. A carne que você comprou tava estragada? Problema seu... comprou porque quis.

E como aquela ladainha sobre impunidade é a mais pura realidade, por que eles iriam ficar com medo? Digo medo porque respeito passou longe, né? E, além do mais, sempre se pode ser multado e recorrer... sempre se pode fazer um "acordo". O velho "jeitinho" ainda está em voga.

Na quinta da semana passada, duas grandes redes tiveram lojas interditadas pela vigilância sanitária. Interditadas por 5 dias. Os 5 dias mais rápidos que eu já vi. Na sexta, as duas lojas já estavam de portas abertas e com autorização da Vigilância. É que os responsáveis juraram de pés juntos que iam fazer tudo certinho, sem vender produtos estragados... gente do bem. Engraçado a Vigilância ter caído nessa. E tão perto do dias das mães, a segunda data que gera mais lucros ao comércio no Brasil. Estranho né?

O pessoal da vigilância foi bonzinho, as lojas puderam vender para o dia das mães e ontem, uma das lojas teve seu depósito interditado de novo... Mas não podemos dizer que foi reincidência. Não... que injustiça... é que o depósito não tinha sido fiscalizado antes... aí tudo bem... pode!

Aí, me lembro daquela musiquinha que dizia "Oh yeah! Nóis have um problema. Nóis num have mesmo é solução..."

Música do dia

Pra dar gás...


segunda-feira, 12 de maio de 2014

Imagina na copa...

E é com esse bordão, que dominou as redes sociais, que eu retomo os trabalhos no Junkie. Nada mais justo, afinal, falta um mês só pra copa. Toda aquela euforia já no ar... só que não (apenas pra usar este jargão merda que o povo inventou).

Pelo menos aqui na, Venérea Brasileira, a empolgação com o campeonato da Fifa vai de mal a pior. Agências de viagens já anunciaram que vão fazer "promoção" no período dos jogos devido a baixa procura. E pra ajudar, o secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, deu mais uma força dizendo que o Brasil não é a Alemanha: que aqui, os gringos não vão poder dormir na praia (foi bondoso justificando que era por causa das chuvas), que o povo não vai poder se locomover para as cidades sedes por meio de trens (aqui, tem que se dar graças a Deus quando o trem/metrô consegue te levar pra outro bairro... imagina entre cidades) e outras coisinhas.

Se o mercado das agências de viagens tá ruim, o hoteleiro vai nas mesma reta. A própria Fifa já tinha dita que não ia ocupar todas as vagas que tinha pedido e "liberou" o povo pra vender as estadias como quiserem (se tiverem pra quem). Então vai ter promoções de hotéis também. Tudo mais barato na época da copa.

O comércio, que esperava vender um monte de porcarias verde e amarelas tá tomando no Fuleco (perdão pelo trocadilho... foi mais forte que eu... eheheheheheheh). Os produtos se acumulam nas prateleiras e não parece que o povo vai querer comprar essas coisas de uma hora pra outra.

Lembro que, anos atrás, quando acontecia o anúncio dos jogadores que vão compor a seleção brasileira, o país parava... Este ano, no dia do anúncio, ouvi de um repórter que foi pra rua cobrir essa expectativa, que ninguém tava nem aí... E algumas imagens que vi confirmaram o "entusiasmo" descrito.

Deveria eu pensar que o povo acordou e não vive mais sob o efeito lisérgico do futebol? Que nada! É que o futebol, no Brasil, tá sem graça mesmo. Tanto que algumas TV's apostam em transmitir campeonatos europeus... e pelos comentários que vejo pelas redes sociais, fazem muito mais sucesso que o "Brasileirão". E cá pra nós: tá sem graça mesmo. Não há mais a molecagem sadia nos gramados. É só um comércio com passes hiper valorizados. Tanto que os jogadores entram de salto alto pra não se machucar. Afinal, salário bom, é no exterior. 

Tanto que, no país do futebol, o sonho é jogar na Europa. Ali sim tem futebol...

Música do dia

SABBRA CADABRA! Ei-me de volta (piada infame)... depois de um tempão de abandono, volto ao Junkie. Com 12 dias de atraso (atraso pra mim, já que eu mesmo havia anunciado que voltaria dia primeiro de maio, mas era feriado, depois uma sexta, aí começou uma semana corrida e deu no que deu).

Uma pá de coisa "bacana" e "interessante" aconteceu e, na medida do possível, vou resgatando o que puder ser resgatado. O que não der, paciência... Mas acredito que este novo velho momento profissional que vivo vá me trazer muitos e muitos motivos para escrever... ou não.


sexta-feira, 7 de março de 2014

Reflexão

Eu tinha postado isso no meu perfil no facebook.. mas achei que devia colocá-lo aqui também.

As pessoas esculhambam a revista Veja e a Globo. Dizem que são de direita, reacionárias, manipuladoras, golpistas. A revista é uma das mais vendidas no país e a TV é líder de audiência a mais tempo que eu sou vivo.


As pessoas esculhambam o PT dizendo que é um partido que traiu seu povo e sua ideologia, que são tão corruptos ou mais que o povo do PSDB. É o partido mais bem votado desde que Lula se elegeu presidente.


Todo mundo sabe que alguns políticos já são famosos por serem corruptos e, mesmo assim, toda eleição se reelegem ou elegem quem lhes for conveniente.


Logo, exclamo: Meu Deus!!! Em que país eu fui parar...

Música do dia

Uma homenagem, a minha maneira, ao aniversário do meu pai.



quinta-feira, 6 de março de 2014

Diálogo


- Fala brother, tudo bem? Quanto tempo...

- Tempao, bro. Tudo em paz, e tu?

- Tô bem também. Trabalhando. Ah! Casei!

- Não sei se te dou os parabéns ou os pêsames... brincadeira, bro!

- KKKKKKKKKKKKKKKKKKKK. E tu? Casou, tá namorando?

- Solteiro e feliz, bro... até passei uns dias querendo arrumar uma namorada, mas tô bem já. Passou!

Música do dia

Ok... chega de carnaval!

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Pior que é verdade.

Cara... veja só a que ponto nós chegamos. Um telejornal local vai exibir uma matéria dando dicas de como evitar choques elétricos durante o carnaval. Não... não é absurdo o telejornal exibir uma matéria dessas. O absurdo é a pauta existir.

Em um lugar onde cerca de 40 pessoas morreram eletrocutadas no meio da rua, do nada, por causa de fios da rede elétrica estarem soltos e/ou vazando corrente, a pauta existe, o risco existe e merece atenção, afinal, já vi relato no Facebook de foliã que recebeu uma descarga elétrica ao pisar na tampa de um bueiro quando voltava de uma prévia em Olinda. Não morreu por pouco.

É meu caro... É bom assistir a matéria e se prevenir.  Afinal, como os responsáveis se isentam de culpa e responsabilidade, se valendo da famosa impunidade tupiniquim (já que em todos os casos de morte que falei acima, a Companhia Elétrica de Pernambuco, vulgo Celpe, foi considerada inocente, e é bom frisar que pela justiça), a responsabilidade de não ser eletrocutado por causa de incompetência e/ou irresponsabilidade de quem devia cuidar disso, passa a ser sua.

Como tudo nesse país...

Música do dia

O carnaval começou...



quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Você.


Na boa.. eu acho as pessoas muito radicais em alguns aspectos. Principalmente no que se refere a saúde. São totalmente extremistas, ditatoriais. Isso pode, isso não. Não há meio termo. Um dos vilões da atualidade é o sal. O que mais escuto é "corte o sal da sua vida". Tá certo... eu uso muito sal. Adoro! E o povo que come comigo, quando mais "discretos" soltam um "tá nevando no teu prato" e a frase clássica "sal faz mal". 

Outro dia tava lendo uma entrevista de Paul Stanley onde ele falava que, após um exame detectar que ele estava com a taxa de colesterol alta, o médico virou pra ele e disse categoricamente "Você vai ter que cortar o sorvete da sua vida".

Quando as pessoas resolvem que querem emagrecer se tornam as mais radicais de todas. Inventam ou seguem dietas que são verdadeiras maldições. Deixam de comer tudo o que adoram... aliás, deixam de comer tudo pra se entupir de chás, shakes e sei lá mais o que.

Cara... isso e muito chato! Seja vindo de pessoas abalizadas para tecer comentários do gênero e, principalmente, por pessoas que se valem do "ouvi falar", "saiu na tv", "li na revista/jornal/internet", "um amigo meu, que é isso, disse".

Ponto número um: se você realmente acredita nisso, tome isso pra sua vida. Corte o sal, o sorvete, o ovo, as frituras e todo aquele monte de coisas que dizem fazer mal e guarde pra você. Não tente empurrar o que te empurram para outros. Você vai descobrir que as outras pessoas tem o poder e a capacidade de avaliarem sozinhas as coisas . E lembre-se de uma coisa: o que hoje dizem fazer mal amanhã podem descobrir que não faz. Que pode até fazer bem. O ovo é um exemplo clássico. De tempos em tempos ele é vilão ou herói.

Ponto número dois: se você acha que passando essa "informação" você vai estar ajudando alguém querido, passe a "informação" apenas uma vez. Pode ter certeza que o receptor já ouviu essa mesma "informação" de várias outras pessoas, jornais, revistas, blogs, programas de TV, etc. Ficar repetindo a mesma coisa (chata) só fará de você um chato dos infernos que deve ser evitado a qualquer preço. Depois você fica sem entender porque as pessoas não te procuram mais...

Meu pai já dizia que o segredo é dosar. Gosta de sal? Não avacalhe (isso não vale pra mim :P). Gosta de frituras? Não avacalhe. Dose as coisas de maneira que você não precise se privar de nada.

E se um dia for uma ordem médica, como no caso de Paul Stanley, faça como ele: avalie o quanto o foco da proibição te dá prazer. Se cortar esse prazer for algo inconcebível, a escolha é sua. Você pode cortar, dosar ou ignorar a ordem médica. Você é quem decide se vai ter uma vida com mais prazeres ou com menos prazeres. Ninguém precisa ficar no ouvido de ninguém dizendo "isso mata" ou "assim você vai morrer" o tempo todo.

Lembro que quando eu dizia pro meu pai parar de fumar ele respondia: "você quer cortar o único prazer que ainda tenho?". Sempre achei sua resposta um exagero (apesar de saber que a doença que ele teve limitou muito a sua vida e ele sentia mesmo isso). Mas essa resposta sempre me fez pensar... e chegar a essa conclusão: você é quem decide.

Música do dia

Classicaço!!!!



segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Só pode.

Vendo o novo comercial da Friboi, com Roberto Carlos, eu só posso chegar a conclusão que as agências de publicidade criam comerciais ruins de propósito, apenas com o propósito (cacofonia redundante proposital) de gerar comentários nas redes sociais. Fica todo mundo comentando "que comercial ruim" e a marca se propaga...

Música do dia

They call me a working man... simbora!!!


quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Artes e artes

Outro dia vi um anúncio de um curso que dizia algo mais ou menos assim:

"Aprenda a criar projetos culturais... entenda esse mercado, cada vez mais crescente, e faça o seu". Eu chamo isso de "Aprenda a mamar nas tetas do governo já que você não consegue criar interesse para sua arte".

Meio radical, né? Mas eu vejo exatamente assim. Tem gente que vive disso: de aprovar projetos na Lei Ruanet, Funcultura e demais do gênero. E conseguem aprovar coisas que, por mais sabendo que o conceito de arte é o que há de mais relativo e abstrato no mundo, eu me pergunto: isso é arte?

E mesmo assim, todos os anos, aprovam um ou mais projetos e assim conseguem manter suas "baladas culturais" frequentando o jet-set cabeçóide que acha que dita cultura. E olhe que do monte de projetos aprovados, a grande e esmagadora maioria tem seus trabalhos ignorados pelo público, que não tem interesse neles. Pouquíssimos projetos aprovados se tornam conhecidos pelo grande público... E olha que se gastam milhões com esses projetos e incentivos.

O pior é que as vezes aparece alguém que tem um projeto bacana mas que não é aprovado porque aqueles que vivem disso se fecham numa panelinha, tão hermeticamente fechada, que só entra um se outro sair. E quem quer sair e perder a "boquinha"?

Na minha opinião de velho, chato, rabugento, radical, reacionário e todos os demais adjetivos que já recebi na vida (e que são muitos pra decorar, mas guardo todos num "cantinho especial"), se você quer trabalhar com arte, tem que fazer isso da maneira com que é feita desde que o mundo é mundo: você precisa fazer com que sua arte cause interesse no público. Foi assim com Mozart, Bethoven, Michelangelo, Paganini, Neruda, Stephen King, Rodin, Mario Puzo, Aleijadinho, Black Sabbath, Pink Floyd, e milhares de outros.

Se você conseguir isso, sua arte agrada ao público e logo vai causar interesse tanto da iniciativa pública como da privada. Mas se você não consegue fazer com que sua arte seja consumida, você vai ser mais um daqueles que gastam o dinheiro público se achando "o" artista. Afinal, esse tipo de apoio deve ser a "força" que você precisava para dar um primeiro passo... não a teta "insecável".

PS: Não quero dizer que o governo não deva apoiar projetos culturais. Mas não pode deixar que o apoio governamental se torne um meio de vida... e só pra uma "panelinha".

Música do dia

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Desenhando...

Ultimamente tem se falado muito em violência. A violência física, que fere e mata pelas ruas das cidades. E muito se discutiu sobre a ação de "justiceiros" que andaram amarrando bandidos a postes, árvores, etc. Como sempre, tem o povo que apoiou a "iniciativa" baseando seus argumentos na impunidade geral do país. E, claro, tem a galera dos "direitos humanos" com o velho bordão de "violência gera violência", de "quem somos nós pra fazer justiça com as próprias mãos" e, o mais esquerda reacionária (antagonismo proposital) e meu preferido, "só fazem isso com preto e pobre, que não tiveram oportunidades na vida. Quero ver fazer isso com os políticos corruptos..." 

Não vou mais dizer que sou a favor disso ou daquilo. Acho que já deixei claro minha posição sobre como lidar com bandidos (não importando sua cor, credo, raça, grau de parentesco, grau de amizade, time que torce, opção sexual, opção política, gosto musical, etc, etc, etc). Apenas acho que a situação chegou a um ponto crítico e pede medidas emergenciais. Medidas de curto, médio e longo prazo. Como explicar explicitamente causa muita polêmica e eu não tô com saco mais de ficar discutindo, desenho em palavras de forma lúdica. 

Digamos que você está na sua casa, com o ar condicionado ligado, vendo filmes que você adora, tira-gostos, bebidinhas, quando percebe que formigas estão subindo em você e começam a te picar (formiga pica ou morde?). O que você faz? Por mais que você seja um eco-chato, você vai se levantar e começar a se bater para tirar as formigas. E mesmo que você seja um eco-chato, sabe que fazendo isso, algumas formigas vão morrer (coitadinhas...). Bom, mas você se levantou, se bateu, matou algumas formigas, deixou outras seriamente machucadas e/ou assustadas e as que sobreviveram foram embora. As que ainda iam te atacar também mudaram de rumo te deixando em paz. Daí, o que você faz em seguida? 

Vai vasculhar onde fica o formigueiro e vai acabar com ele. Não importa se é um formigueiro ou se são vários. Você vai acabar com eles para que as formigas não voltem a te picar (ou morder). E pra você não ter mais todo esse trabalho, o que você vai fazer? 

Vai aprender a prevenir a praga pra que as formigas não voltem. Não é assim que funciona? 

Muita gente brada, cobertos de razão, que para acabar com a violência (ou 98% dela, pois ainda existem o casos patológicos) é necessário educação. Isso é óbvio. Só que a educação, agora, é a medida com resultado de longo prazo...

Música do dia

Pra começar a semana em grande estilo.



terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Cérebro-Bomba

E as pessoas estão se tornando xiitas, prisioneiros de um discurso único onde não importa o bom senso. Importa a "postura" que você assume e defende, mesmo que só "assuma" essa "postura" e ela não reflita seus atos, coisa muito comum hoje em dia.


Se você é a favor disso, não pode ser a favor daquilo pois fere a convenção do puritanismo estúpido que está sendo usado como regra. E, depois, eu que sou chato... São todos "cérebros-bomba" que, assim como os homens-bomba, para defender seus "conceitos indobráveis", explodem seus cérebros para que eles não absorvam nada que os contrarie... mesmo que essa absorção possa trazer ideias (ainda me dói na vista e na alma escrever ideia sem acento) melhores.


Misturar ideias e conceitos, mesmo que antagônicos, ajuda a criar soluções. Manter-se fiel a princípios não impede a análise e a absorção de ideias novas, principalmente quando se há caráter. Falo, simplesmente, de entender que o X pode estar certo sem que o Z esteja errado. Mas os cérebros-bomba preferem explodir... e deixar tudo sujo.

Música do dia

Não conhecia... muito boa. Me lembra os bons tempos do Metallica e do Pantera.

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Férias...


É bem verdade que o Junkie anda meio abandonado. Falta de inspiração, de tempo... enfim, um monte de desculpas em detrimento da minha desorganização, da minha falta de organização do tempo. Espero corrigir isso este ano.



Até fevereiro, lá pelo dia 05, só devo postar no Junkie em formato "Plantão Extra". Enquanto isso, vou ficar postando as velharias do Junkie na Fan Page do mesmo.

Então, até a volta.