terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Enfim... (último texto de 2013)


E mais um ano acaba. Claro que é só simbologia, mas como todos dizem, uma simbologia necessária para renovar as forças... a esperança... a crença de que dias melhores virão. E é bem provável. Mas cada um tem que fazer por onde.

2013 foi um ano com algumas perdas, algum aprendizado e alguns pontos positivos. Como todos os anos. Ruim ou bom, essa foi uma escolha que nós fizemos: de salientar o que teve de melhor ou o que teve de pior.

Eu acredito que, sempre, devemos procurar fazer o melhor que pudermos. Falharemos em alguns pontos e, por vezes, essas falhas serão conscientes, acertaremos em outros com ajuda do acaso (ajuda... o acaso pode ajudar no êxito, mas não age sozinho. Precisa que você faça a sua parte). 

Para isso, traçamos metas e fazemos promessas para o ano novo. E, na verdade, são essas metas e promessas que acalentam nossas esperanças. Renovam nossa fé em nós mesmos e nos dão mais ânimo pra seguir a jornada.

Como muitos, eu também traço metas. Muitas são pessoais demais para compartilhá-las, como beber mais água, organizar melhor meu tempo. Outras, não cumpridas no ano que passou, voltam a fazer parte da lista. E algumas, mesmo que eu as cumpra, não saem da lista por serem metas para toda a vida. Na verdade, são desejos. E alguns desses desejos, que eu quero pra mim, queria dividir com vocês.

1) Estragar menos (ou nenhuma) comida. Incrível como, mesmo fazendo feiras mínimas, por passar pouco tempo em casa, ainda estrago muita comida. Com tanta gente catando comida no lixo, essa é uma das minhas metas principais. O que não for mais me servir, encontrar uma maneira de dar a alguém antes que estrague.

2) Eu sei que vou cometer erros. Todo ano cometo. Mas desejo que os erros sejam novos. Aprendemos muito quando conseguimos, primeiro, admitir que erramos e, segundo, descobrir porque erramos. Cometer erros antigos é burrice...

3) Focar no que faz bem. Não é ignorar o que de ruim possa nos acontecer. É, simplesmente, dar mais importância ao que nos aconteceu de bem.

4) E, um dos mais importantes, onde eu não puder fazer nada, que eu não atrapalhe.

As outras metas, como disse, são pessoais e cada um traça as suas. No fundo, se a gente corre atrás delas, já começamos a fazer com que o acaso venha a ficar do nosso lado.

Um feliz 2014 pra todos. Que ele seja melhor que 2013 e não tão bom quanto 2015. E assim sucessivamente.

Previsões para 2014 (penúltimo texto de 2013)

E aqui estão as minhas previsões para 2014:

-A chuva vai causar uma tragédia, logo no início do ano, no Rio de Janeiro e/ou São Paulo.

- Apesar dos protestos que tomaram as ruas em 2013, e da insatisfação demonstrada nas mídias sociais, após as eleições será registrado um índice inferior a 20% de renovação de políticos eleitos.

- Inocêncio Oliveira vai se eleger para o cargo a que se candidatar.

- Vão surgir mais denúncias de corrupção comprovadas.

- Os presos do Mensalão vão conseguir benesses em suas prisões, o que vai tornar suas vidas de presidiários julgados e condenados melhores do que a vida de muitos trabalhadores.

- O trânsito vai ficar pior.

- A qualidade da música brasileira que faz sucesso vai continuar caindo.


- Apesar de estar na moda todo mundo reclamar, xingar e culpar a Globo, ela vai continuar líder de audiência.

- Turistas passarão mal, em Pernambuco (e talvez outros estados sede da copa), ao usarem o sistema de transporte público.

- Obras em atraso para a copa do mundo terão recursos que dispensarão licitação.

- As chuvas de meio de ano causarão caos em Recife.

- Direitistas apontarão os erros dos esquerdistas com os mesmos dedos sujos.

- As pessoas continuarão a não entender a diferença entre gosto pessoal e verdade universal.

- O português será mais falado e, principalmente, escrito errado.

P.S: minhas previsões não vêm dos astros, nem de oráculos. Elas vêm da previsibilidade do brasileiro.

Música do dia

Já postei essa música por aqui, mas o título dela reflete bem o que foi 2013... pelo menos pra mim.

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Ho Ho Ho (antipenúltimo texto do ano)


Não gosto desta época do ano. Quem me conhece sabe. Não é que não gosto do consumismo. Não sou hipócrita para reclamar de fazer compras, dar e receber presentes. Gosto disso... mesmo não tendo dinheiro o suficiente pra fazer como gostaria. 

Odeio esse clima que chamo carinhosamente de “busca desesperada por indulgências”. Odeio todos os slogans comerciais que escutamos esta época do ano. “Natal é tempo de confraternizar”... “Natal tem que ter amor, carinho, blá, blá, blá”. É exatamente a escolha de uma data – uma única data, para sermos tudo o que não fomos que eu odeio. Como se não devêssemos confraternizar, estar presente, ajudar quando possível, o ano inteiro. E quando digo ajudar, gostaria de lembrar que só em não atrapalhar, você já está ajudando muito. Mas não... 

Eu fui um excroto (no sentido carioca da palavra) o ano todo, mas em dezembro... ah... dezembro eu fui legal. Fui gentil com as pessoas, visitei parentes e amigos que não vi o ano inteiro, doei alimentos e brinquedos aos menos favorecidos... porque a gente tem que pensar no social, não é verdade? Desejei tudo o de melhor, mesmo para aqueles que ignoro durante toda a minha vida. Afinal, é natal e natal é tempo de vestir as máscaras da humildade e da benevolência para salvar meu ano de todas as merdas que eu cometi (e vou voltar a cometer). 

Há quem diga que antes uma vez ao ano do que nunca. Eu não acho. Se você conseguiu “mudar” nesta época do ano prova que não o fez antes porque não quis. Acho que caráter e índole você tem que ter o ano inteiro. E ser o mais humano possível durante todos os dias de sua “parca vida” (como dizia o saudoso Marco Carioca). Sei que nem mesmo os escoteiros conseguem ser escoteiros o ano inteiro, todos os 365 dias, do ano, todas as 24 horas de cada dia. Mas ridículo é você querer compensar 334 dias com um único mês (sendo bem otimista). 

Isso me lembra bem a Idade Média, onde, na hora da morte, as pessoas deixavam todos os bens para a igreja católica, “conseguindo” a indulgência e a redenção para todos os seus pecados (bem parecido com o que os evangélicos fazem hoje em dia), mesmo deixando a família no olho da rua (porque a igreja católica botava o povo na rua mesmo). 

Independente do que acho do natal, quero desejar saúde e felicidades a todos. Mas não porque é natal. Desejo pelo simples fato de gente feliz encher menos o saco das pessoas...

Ho Ho Ho!!!

Música do dia

Ho Ho Ho...

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Música do dia

A música do dia de hoje é uma homenagem a um dos guitarristas mais incríveis que já pisaram neste mundo e que eu tive o prazer de ouvir. Se estivesse vivo, hoje, Randall William Rhoads completaria 57 anos.


Randy Rhoads
- 06/12/1956
* 19/03/1982