segunda-feira, 30 de setembro de 2013

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Choque


E não é que foi um choque descobrir que professor ganha mais que eu? Não que não seja justo. Se tem alguém que merece o salário mais alto de todos é o professor. Categoria da mais alta importância... Mas como todo mundo vive falando do salário de professor (inclusive eu), nem me toquei que a miséria que eles recebem como salário é maior que o que eu recebo...

Música do dia

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Reforma

Bicho... com tanta reforma pra ser feita por aí... Reforma política, reforma no judiciário, reforma agrária (que, por sinal, nunca mais ouvi falar da danada... e o MST também deu uma maneirada, comparada com outros tempos), o povo inventa de fazer uma reforma ortográfica? Fala sério...

A desculpa que deram, na minha opinião, foi a mais esfarrapada possível. Padronizar o português nos 8 países que possuem essa língua como oficial. Pra que eu vou querer falar e escrever no mesmo padrão que alguém de São Tomé e Principe? Guiné-Bissau? Timor Leste? Qualquer coisa eu usava o tradutor do Google... muito mais negócio.

Mas não... como o povo achou que não tinha nada mais importante pra reformar, toma! Eu demorei séculos pra aprender o português de uma maneira digna, sem assassinar a gramática, sem que doesse nos ouvidos e nos olhos.

O português não é uma língua fácil... como disse uma vez Fausto Silva (e eu odeio concordar com ele), o português não é língua: é código secreto. Daí, achando pouco, quando você consegue não mais passar vergonha, vem o povo e muda as coisas.

Me dá nos nervos ler e escrever ideia, voo, zoo tudo sem os acentos... E isso foi só o pouco que assimilei da reforma.

Bom... mas não tem mais o que fazer. Agora é voltar a aprender. Afinal, não vou querer que um Caboverdense (é assim que se chama quem nasce em Cabo Verde?) não entenda o que eu falo/escrevo.

Música do dia

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Pergunta

Quando eu cheguei no Brasil, eu era fanático por futebol. Torcia doentiamente (não há termo mais adequado) pelo Flamengo (na época, time de Zico, Júnior, Cláudio Adão, Adílio, Nunes, Tita...). Com o passar do tempo, o futebol foi perdendo aquela coisa de paixão e se tornando comércio. Esse "comércio" foi o primeiro desestimulante com o mundo da redonda.

Segundo, foi a quantidade de "roubos" que aconteciam nas partidas. Me lembro de um Flamengo e Atlético Mineiro em que se a partida não foi comprada, o juiz vendido e tudo o mais que for relativo, vivemos em um país sem corrupção.


Por último, descobri mais uma coisinha que me fez perder o resto de interesse que tinha pelo futebol: sabe aquele jogador que ninguém nunca (ou nunca mais) ouviu falar e que foi parar justo no seu time? Sabe por que isso acontece? Porque ele é indicado por alguém (técnico, comissão técnica, diretor do time) e que fica com uma porcentagem bacana de seu salário. É por isso que você vê uma porrada de jogadores contratados que não fazem nada a não ser engordar a conta bancária dele e dos que o indicaram e fazer raiva aos torcedores. Jogadores e técnicos.


Por isso que, hoje em dia, futebol pra mim é só pra tirar onda com o povo...


E isso não é exclusividade do futebol local não... É em todo o país... Não creio que no mundo todo porque na Europa, o futebol é levado mais a sério... Tanto que, no país do futebol, o sonho dos jogadores é jogar na Europa. Mas lá, amigo, tem que jogar bola... não é como aqui não.


Sei que isso não é novidade pra muita gente... principalmente para os que acompanham o futebol de perto. Mas toda vez que me lembro disso, vejo como a corrupção está enraizada em quase tudo deste país. Aí pergunto: o povo é vítima ou cúmplice da atual situação do país (e do seu futebol)?

Música do dia

Novos amigos, novas descobertas... Não conhecia Leaf Hound. Muito boa...

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Flanelinha


Assim como todo mundo, eu também não gosto de "flanelinhas". E olhe que eu nem tenho carro, muito menos sei dirigir. A petulância desse povo que se diz "guardador" de carros é muito grande. E chega a níveis inimagináveis...


Tava me lembrando de um caso que aconteceu há alguns anos. Eu tocava numa banda chamada Bluestamontes (e como nome sugere, uma banda de blues). E a gente tava fazendo uma temporada num bar chamado Quintal do Lima, num dia bem ingrato (ou era uma terça, ou uma quinta-feira). Nesse dia em questão, não deu uma única alma viva no bar. Era só os garçons, a banda e a produtora da banda, que foi nossa platéia nesse dia.

Apesar de não ter ninguém, fizemos nosso set. Compromisso é compromisso, né? Pois bem... terminamos de tocar, guardamos as coisas e fomos para o carro. Aí, claro, vem a abordagem do flanelinha, que mesmo tendo visto que não apareceu nenhum carro na rua, fora o nosso, foi lá com o velho "e aí doutor?".


- Cara... hoje tá ruim...

- Mas doutor, aí você me quebra... eu vivo disso.

- Bicho... tô falando... hoje não deu ninguém aí. Rolou grana não.

- Também... fica tocando essas músicas que ninguém conhece. Se quer ganhar dinheiro, tem que tocar o que o povo gosta... um breguinha, um forró...

E esse foi o gran-finale da noite: ouvindo conselhos de marketing de um flanelinha. O pior é ter que reconhecer que o flanelinha tem lá sua razão...

Música do dia

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Foco

Assim como muita gente, tenho aprendido muito com o passar do tempo. Aprendizado que me coloca em eterno questionamento sobre posturas, conceitos, princípios...

Graças a esses questionamentos, tenho conseguido transformar dúvidas em certezas, certezas em dúvidas, consolidar princípios, adotar posturas e, o que considero principal, corrigir erros. De que serviria toda a experiência se não conseguissimos detectar onde erramos para corrigir o que ainda for possível, não é verdade?

Eu sempre fui uma pessoa de reclamar muito. A grande maioria das vezes, com motivo, é verdade. Motivos para reclamações não faltam... ainda mais num país como o Brasil. Sempre fui um reclamador.

Continuo reclamando. Isso é uma coisa que não vai mudar. Mas, como disse, tenho aprendido algumas coisas. Li, muitas vezes, que a felicidade está onde você menos espera; que você faz sua felicidade; que a felicidade está nas pequenas coisas... e a vida tem se encarregado de mostrar que a felicidade é um misto disso tudo. Ou melhor: pode ser qualquer coisa.

Pelo que tenho aprendido, a questão principal da felicidade (ou da falta de, como queiram) é o foco. E é bem simples de explicar (e provavelmente você já leu isso em algum lugar... assim como eu tenho a impressão de já ter lido e sempre ter ignorado): sua felicidade (ou falta de) está nas coisas (matériais ou imateriais) que você dá mais importância.

Além da vida (e seu passar de tempo), a paternidade me fez enxergar que tudo é uma questão de foco. A felicidade não está em um relacionamento, em um bem, em uma vontade. A felicidade (ou a falta de) está onde você foca.

Você pode estar cheio de problemas e estar feliz. Você pode estar sem nenhum problema e não se sentir feliz.

Eu, como todo mundo, tenho problemas (principalmente financeiros... eheheheheheheh... um saco isso, viu?). Mas devo reconhecer que me sinto feliz. E tudo porque tenho dado mais atenção e relevância às coisas que me fazem bem do que às coisas que me apurrinham. Não importa a quantidade de contas que eu tenha pra pagar sem saber de onde vou tirar dinheiro pra isso. O que importa é que até aqui, venho conseguindo me virar. Um misto de competência (porque não adianta ficar de braços cruzados) e (muita) sorte (que, na grande maioria dos casos, vem do esforço... não se iludam).

Se você levar em consideração (e eu, se fosse você, levaria muito em consideração) que a probabilidade de você nunca ter todas as coisas que quer, as pessoas que quer, nunca viajar para os lugares que gostaria, nunca ver todos os shows que gostaria, nunca ler todos os livros que gostaria, de não conseguir fazer tudo o que lhe dá prazer é bem maior (muito maior mesmo) do que o contrário, daria mais crédito a essa coisa de foco.

Se você não está feliz, talvez (é muito provável) que você esteja focando na coisa errada... dando mais atenção a coisas que não deveriam ter tanta importância. Por isso frisei tanto a "felicidade (ou falta de)". 

Eu tenho focado em terminar meus dias (cada um deles) com um abraço, um beijo e um "te amo papai". E com foco nisso, não importa a quantidade de problemas que esteja enfrentando e quantos ainda tenha que enfrentar: me sinto feliz. 

PS: talvez você ache este texto piegas. Talvez... mas meu foco não está na opinião dos outros. Essa é mais uma dica gratuita do Junkie para que voce seja feliz :)

Música do dia

Porque hoje tem Blues no Bazza...

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Era uma vez...

Estava eu assistindo ao vespertino local da Vênus Platinada quando, na virada de bloco, entraram populares para dizer algo do tipo "não saia daí que o programa volta já". Daí você pode me perguntar: e daí? Coisa mais comum... Cinderela já fazia isso com seu "break, break, break"...

Aí me lembrei de outros tempos, quando notícias eram notícias e não um obituário ou uma vitrine de delegacia. Há tempos atrás (pouco mais de 10 anos), o jornalismo tinha outro tom... outra cor fora o vermelho sangue. Lembro que as notícias nessa época eram o que considero notícias: economia direcionada para o povo, os acontecimentos políticos de alguma relevância para a população, algo de comunidades (até mesmo a Globo fazia, vez perdida, uma matéria enfocando problemas de alguma bairro). Algo de comportamento também ilustrava os jornais nessa época. Notícias policiais só eram noticiadas quando eram absurdas, como chacinas, etc. Mesmo assim, apenas nota. Nunca matéria com imagens (mal) "desfocadas".

E, pasmem: um bloco inteiro do jornal (de todas as emissoras) voltado para a CULTURA. Matérias sobre shows (que não eram brega nem de putaria), exposições em museus e, pasmem mais uma vez, até lançamentos de livros... Outros tempos, né?

Nunca que dois maloqueiros, presos com 10 pedras de crack cantando em alguma delegacia após serem presos, ou algum travesti acusado de assaltar transeuntes, mandando beijos para o apresentador ocupariam tempo nos jornais (e telejornais) de pouco mais de 10 anos atrás.

Aí veio a Folha de Pernambuco, com seu caderno policial banhado em sangue, que se aproveitou do declínio da educação (tanto da família como da escola) para conseguir audiência e, claro, maior número de vendas.

As TV's ainda se seguraram um tempo. Mas logo a mais nova das TV's, a procura de audiência (claro) resolveu seguir a linha "policialesca"... e conseguiu o que queria. O que as outras emissoras fizeram? Ao inves de manterem o nível  resolveram se nivelar por baixo. Afinal o resultado (audiência) era mais rápido. E por isso, até na Globo você coisas dantescas... popularescas no sentido mais pejorativo que possa existir.

A culpa, sempre, é de quem reduziu a educação a nada: políticos. Mas isso é chover no molhado. E mais: a educação familiar anda tão falha ou mais.

E é por causa disso que sua tela está inundada de corpos, sangue, bandidos pés de chinelo, bandidos de ternos italianos e travestis presos mandando beijos para apresentadores. E você assiste... e você ri...

Recentemente, o "pioneiro" desse "jornalismo" no estado (pelo menos que eu tenha registro. Sei que esse tipo de matérias existem desde que o mundo é mundo, mas cito os fatos a partir da minha entrada no mundo da comunicação, dos meus registros anteriores - como a TV na época da minha chegada ao Brasil e de quando achei que comecei a entender um pouco de TV) extinguiu seu caderno policial. Não sei os motivos (pelo menos os reais). Mas quero crer isso possa significar uma tendência a querer mudar o que chamam de conteúdo jornalístico. Tomara...

Não aguento mais ver maloqueiro noiado cantando na TV...

Música do dia

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Queria o que?

Todo ano a mesma coisa. Acontece o prêmio Multishow e, quase que imediatamente começam as reclamações. "Como fulano foi escolhido o melhor cantor?"; "Como a banda x foi escolhida a melhor?" e por aí vai...

Gente... ao que me consta, o prêmio Multishow é um prêmio democrático onde o povo. Tá certo que a votação é direcionada, mas é o povo (ou a grande maioria do povo) quem escolhe os "melhores" do ano.

Com tantos problemas de educação que o Brasil tem, como você poderia esperar que coisas do tipo Luan Santana fossem escolhidas como melhores? É ser muito ingênuo, né não?

Lembre-se: é o povo quem escolhe... eleição... Basta olhar os políticos que tem aí e você vai ver que o povo não sabe escolher. Logo, da próxima vez que você achar que algo vai mudar no prêmio Multishow (ou em qualquer outro onde seja o povo que escolha), lembre-se do país em que você está, dos políticos que tem e quem os escolheu... 

Música do dia

Porque hoje é dia de blues (and too much alcohol) no Bazza...