terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Enfim... (último texto de 2013)


E mais um ano acaba. Claro que é só simbologia, mas como todos dizem, uma simbologia necessária para renovar as forças... a esperança... a crença de que dias melhores virão. E é bem provável. Mas cada um tem que fazer por onde.

2013 foi um ano com algumas perdas, algum aprendizado e alguns pontos positivos. Como todos os anos. Ruim ou bom, essa foi uma escolha que nós fizemos: de salientar o que teve de melhor ou o que teve de pior.

Eu acredito que, sempre, devemos procurar fazer o melhor que pudermos. Falharemos em alguns pontos e, por vezes, essas falhas serão conscientes, acertaremos em outros com ajuda do acaso (ajuda... o acaso pode ajudar no êxito, mas não age sozinho. Precisa que você faça a sua parte). 

Para isso, traçamos metas e fazemos promessas para o ano novo. E, na verdade, são essas metas e promessas que acalentam nossas esperanças. Renovam nossa fé em nós mesmos e nos dão mais ânimo pra seguir a jornada.

Como muitos, eu também traço metas. Muitas são pessoais demais para compartilhá-las, como beber mais água, organizar melhor meu tempo. Outras, não cumpridas no ano que passou, voltam a fazer parte da lista. E algumas, mesmo que eu as cumpra, não saem da lista por serem metas para toda a vida. Na verdade, são desejos. E alguns desses desejos, que eu quero pra mim, queria dividir com vocês.

1) Estragar menos (ou nenhuma) comida. Incrível como, mesmo fazendo feiras mínimas, por passar pouco tempo em casa, ainda estrago muita comida. Com tanta gente catando comida no lixo, essa é uma das minhas metas principais. O que não for mais me servir, encontrar uma maneira de dar a alguém antes que estrague.

2) Eu sei que vou cometer erros. Todo ano cometo. Mas desejo que os erros sejam novos. Aprendemos muito quando conseguimos, primeiro, admitir que erramos e, segundo, descobrir porque erramos. Cometer erros antigos é burrice...

3) Focar no que faz bem. Não é ignorar o que de ruim possa nos acontecer. É, simplesmente, dar mais importância ao que nos aconteceu de bem.

4) E, um dos mais importantes, onde eu não puder fazer nada, que eu não atrapalhe.

As outras metas, como disse, são pessoais e cada um traça as suas. No fundo, se a gente corre atrás delas, já começamos a fazer com que o acaso venha a ficar do nosso lado.

Um feliz 2014 pra todos. Que ele seja melhor que 2013 e não tão bom quanto 2015. E assim sucessivamente.

Previsões para 2014 (penúltimo texto de 2013)

E aqui estão as minhas previsões para 2014:

-A chuva vai causar uma tragédia, logo no início do ano, no Rio de Janeiro e/ou São Paulo.

- Apesar dos protestos que tomaram as ruas em 2013, e da insatisfação demonstrada nas mídias sociais, após as eleições será registrado um índice inferior a 20% de renovação de políticos eleitos.

- Inocêncio Oliveira vai se eleger para o cargo a que se candidatar.

- Vão surgir mais denúncias de corrupção comprovadas.

- Os presos do Mensalão vão conseguir benesses em suas prisões, o que vai tornar suas vidas de presidiários julgados e condenados melhores do que a vida de muitos trabalhadores.

- O trânsito vai ficar pior.

- A qualidade da música brasileira que faz sucesso vai continuar caindo.


- Apesar de estar na moda todo mundo reclamar, xingar e culpar a Globo, ela vai continuar líder de audiência.

- Turistas passarão mal, em Pernambuco (e talvez outros estados sede da copa), ao usarem o sistema de transporte público.

- Obras em atraso para a copa do mundo terão recursos que dispensarão licitação.

- As chuvas de meio de ano causarão caos em Recife.

- Direitistas apontarão os erros dos esquerdistas com os mesmos dedos sujos.

- As pessoas continuarão a não entender a diferença entre gosto pessoal e verdade universal.

- O português será mais falado e, principalmente, escrito errado.

P.S: minhas previsões não vêm dos astros, nem de oráculos. Elas vêm da previsibilidade do brasileiro.

Música do dia

Já postei essa música por aqui, mas o título dela reflete bem o que foi 2013... pelo menos pra mim.

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Ho Ho Ho (antipenúltimo texto do ano)


Não gosto desta época do ano. Quem me conhece sabe. Não é que não gosto do consumismo. Não sou hipócrita para reclamar de fazer compras, dar e receber presentes. Gosto disso... mesmo não tendo dinheiro o suficiente pra fazer como gostaria. 

Odeio esse clima que chamo carinhosamente de “busca desesperada por indulgências”. Odeio todos os slogans comerciais que escutamos esta época do ano. “Natal é tempo de confraternizar”... “Natal tem que ter amor, carinho, blá, blá, blá”. É exatamente a escolha de uma data – uma única data, para sermos tudo o que não fomos que eu odeio. Como se não devêssemos confraternizar, estar presente, ajudar quando possível, o ano inteiro. E quando digo ajudar, gostaria de lembrar que só em não atrapalhar, você já está ajudando muito. Mas não... 

Eu fui um excroto (no sentido carioca da palavra) o ano todo, mas em dezembro... ah... dezembro eu fui legal. Fui gentil com as pessoas, visitei parentes e amigos que não vi o ano inteiro, doei alimentos e brinquedos aos menos favorecidos... porque a gente tem que pensar no social, não é verdade? Desejei tudo o de melhor, mesmo para aqueles que ignoro durante toda a minha vida. Afinal, é natal e natal é tempo de vestir as máscaras da humildade e da benevolência para salvar meu ano de todas as merdas que eu cometi (e vou voltar a cometer). 

Há quem diga que antes uma vez ao ano do que nunca. Eu não acho. Se você conseguiu “mudar” nesta época do ano prova que não o fez antes porque não quis. Acho que caráter e índole você tem que ter o ano inteiro. E ser o mais humano possível durante todos os dias de sua “parca vida” (como dizia o saudoso Marco Carioca). Sei que nem mesmo os escoteiros conseguem ser escoteiros o ano inteiro, todos os 365 dias, do ano, todas as 24 horas de cada dia. Mas ridículo é você querer compensar 334 dias com um único mês (sendo bem otimista). 

Isso me lembra bem a Idade Média, onde, na hora da morte, as pessoas deixavam todos os bens para a igreja católica, “conseguindo” a indulgência e a redenção para todos os seus pecados (bem parecido com o que os evangélicos fazem hoje em dia), mesmo deixando a família no olho da rua (porque a igreja católica botava o povo na rua mesmo). 

Independente do que acho do natal, quero desejar saúde e felicidades a todos. Mas não porque é natal. Desejo pelo simples fato de gente feliz encher menos o saco das pessoas...

Ho Ho Ho!!!

Música do dia

Ho Ho Ho...

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Música do dia

A música do dia de hoje é uma homenagem a um dos guitarristas mais incríveis que já pisaram neste mundo e que eu tive o prazer de ouvir. Se estivesse vivo, hoje, Randall William Rhoads completaria 57 anos.


Randy Rhoads
- 06/12/1956
* 19/03/1982

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Música do dia

Não é a original mas serve pra lembrar que hoje é dia de Blues no Botequim Avenida. Simbora!!!

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Como perder seu bom humor antes das 7 da manhã.

A pessoa acorda às 04:30am, na boa, sem mau humor, pra dar uma arrumada na casa, tomar café, se arrumar e chegar no trabalho por volta das 07/07:30am. Tranquilo... na boa... foi dormir cedo pra isso mesmo.

Acaba de se arrumar, vai pro ponto, pega o bus e chega na estação de metrô às 06:30am. Começa o martírio. Chega o primeiro trem... completamente lotado. Ok. Tá tranquilo... espero o próximo, que chega cerca de 3 minutos depois... completamente lotado também. Tá... tudo bem... vamos esperar o próximo... que chega mais lotado ainda, desafiando todas as leis da física, da gravidade, dos direitos humanos...

E assim me sentei na estação, esperando um trem em que fosse fisicamente possível entrar... Até as 07 da manhã já tinham passado uns 9 ou 10 trens (a média é de 3 a 4 trens a cada 10 minutos... tive tempo para contar), todos humanamente impossíveis de serem penetrados. Eram 07 de manhã, eu já tinha perdido a paciência, o humor, que estava neutro, se tornou mau e você começa a focar em tudo o que não presta na cidade.

Tudo não porque é muita coisa... seria mais fácil contar as coisas que prestam e/ou funcionam. Só sei que as 08 da manhã, já puto da vida, decidi que entraria no próximo trem, fazendo aquela linha "This is Sparta"! E foi o que fiz... e o que piorou meu humor imensuravelmente. São cinco estações desde a minha até a final. Logo na primeira estação depois da minha fui "expelido" (não há termo mais correto) do trem... e foi uma luta conseguir entrar nele de volta.

De volta ao trem, comecei a entender porque as pessoas espancam pessoas no metrô do Recife. É a famosa luta pela sobrevivência. No horário de pico, qualquer trem do metrô se assemelha às câmaras de gás usadas pelos nazistas. Não é que os refrigeradores de ar estejam quebrados (em muitas vezes, realmente estão quebrados). Eles, simplesmente, não dão conta e o ar dentro dos vagões fica escasso... pra não falar do calor.

Chego a conclusão de que o metrô não serve pra quem tem que chegar no trabalho antes das 08h. Ele só começa a respeitar a Convenção de Genebra depois das 9 da manhã. Nem vou falar como ele é às 17h...

Finalmente chego na estação final, irritado como todas as outras pessoas que viajam no metrô no horário de pico e decidi que não pegaria outra câmara de gás, que são os ônibus também lotados já no terminal. Decidi ir andando até meu destino. Afinal, o tempo que perco sendo esmagado dentro de um ônibus, é o mesmo que ir caminhando: meia hora.

Fui caminhando pelas ruas quebradas, esburacadas, desniveladas, sujas e fétidas do centro do Recife. Como disse outras vezes, é impossível não usar o jargão "imagina na copa". E ainda tem gente que não entende por que há tantas pessoas mal humoradas logo cedo de manhã. Não é só pelo fato de acordar cedo... acordar cedo só deixa de mau humor que foi dormir tarde. É pela total falta de estrutura e péssimos serviços oferecidos à população.

Deus sabia o que fazia quando criou o brasileiro com essa passividade imbecilizante. Passividade que faz dos brasileiros um dos povos mais idiotas do planeta. Se não fosse assim, a selvageria nas ruas seria ainda maior...

Uma boa semana a todos :)

Música do dia

E a semana começa assim...

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Abobrinhas

Eu deixei o Junkie abandonado por alguns dias... Pra me evitar mais pressão do que o dia-a-dia já me oferece grátis. Não que eu tenha alguma obrigação com o blog. Como já deixei claro, ele não tem uma periodicidade definida. Mas até cansado de escolher uma música do dia eu estava.

A velha pausa estratégica pra não forçar textos e aproveitar pra rever algumas ideias, conceitos, planos... Uma tentativa de fazer o Junkie fluir já que ultimamente isso aqui tava mais pra reclamações óbvias (apesar de, muitas vezes, parecer que só eu constato o ululante...) do que para o que me propus quando o iniciei...

E apesar de não dever explicações, cá estou me explicando. É... há muito o que se rever. Mas a essência continua a mesma. 

Música do dia

Pra começar a semana pianinho...

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Sobre animais e outros bichos

Defensores dos animais estão cada vez mais parecidos com os defensores dos direitos humanos. E antes que alguém venha me jogar uma pedra, me chamar de estúpido e outros adjetivos que venho colecionando com carinho ao longo da estrada, aviso logo: se você é um defensor idiota dos animais, nem siga adiante. Deixe sua reclamação abaixo na seção de comentários e volte pro Facebook.

Excluídos os idiotas, explico: taxei de defensores idiotas dos animais esses que apareceram agora, de uma hora pra outra, e que ficam sensibilizados com os "maus tratos" cometidos contra animais de laboratórios fofinhos. Mas só os fofinhos...

Se comprovadas as denúncias contra o laboratório da moda, acho digna a ação dos ativistas que libertaram um sem número de cachorros fofinhos e que foram criados para serem cobaias. Não é porque nasceram para ser cobaias que devem ser torturados, sofrerem maus tratos, etc. Mas e se as denúncias não forem comprovadas? E se o simples fato do insituto não querer falar com os ativistas não significar que eles não respeitavam a lei no que diz respeito ao uso de animais como cobaias? Ninguém parou pra pensar nisso, né? Não vou defender o instituto não mas, aqui, se age muito sem pensar. Talvez por isso que os protestos país a fora não tenham surtido nenhum efeito...

E outra coisa: "animais" é uma generalização. Não compreende apenas os fofinhos. Vamos ser coerentes... ninguém  está se importando com os ratos e eles são as cobaias mais antigas do planeta (pelo menos que eu ouvi falar). Os macacos também... sapos (mas sapos são animais?)... Dessa forma, "defensores dos animais" ficam muito parecidos com os "defensores dos direitos humanos", que só creem existir direitos humanos para bandidos... as vítimas que se lasquem. Nunca vi ativista nenhum ir no Butantã resgatar as cobras... posso até estar enganado (sei que tem muitos adoradores de cobras - sem duplicidade de sentido, por favor), mas eu nunca vi.

Uma coisa é fato: cobaias ainda são necessárias em muitos casos. E nesses casos, não há o que fazer. Existem métodos substitutivos e que podem ser tão eficazes quanto. Eu mesmo já vi muita gente citando um e é o que eu usaria: pegaria os presos condenados por crimes hediondos e corrupção (que também deveria ser hediondo, na minha opinião) e os usaria para testar cosméticos, remédios e, principalmente, venenos...

PS: Antes que me acusem de odiar, eu gosto de animais. E nem todos são fofinhos.

Música do dia

Porque hoje é dia da Handmade Blues no Botequim Avenida. Simbora.

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Soluções.

Então você resolve chegar mais cedo no trabalho, pensando em gerar na alta logo no comecinho do dia e, claro, evitar trânsito, ônibus cheios, metrô lotado, se arruma, toma banho e... nada! Metrô lotado da mesma forma e os ônibus... prefiro nem comentar. Juntando tudo isso ao calor infernal da cidade, que começa a calcinar o povo nos primeiros raios da manhã, chego ao destino precisando de outro banho. E a diferença de tempo nem foi essas coisas. Ao invés de uma hora de translado, 47 minutos. Grande coisa...

Fico me perguntando se existem soluções viáveis e reais para esse tipo de problema: locomoção digna. No fundo, no fundo, creio que não. Afinal, para resolver o problema trânsito, seria necessário que menos pessoas saíssem sozinhas em seus carros, diminuindo o número de carros nas vias. Pra isso, seria necessário boa vontade e pensamento no coletivo por parte do povo. Esse povo educado, altruísta que é o pernambucano, ou melhor, o brasileiro... Ok. Vamos esquecer essa parte de diminuir os carros nas ruas.

Se, por algum milagre divino, conseguissem fazer o número de carros diminuir, teríamos mais gente utilizando os transportes coletivos. Logo, precisaríamos de ônibus, metrôs e trens mais amplos e confortáveis para uma locomoção digna, e em maior número, o que faria necessário uma diminuição nos lucros (pelo menos em um primeiro momento) para um investimento maior em aumentos de frota e melhorias da mesma. Seria necessário um esforço dos empresários... Ok, ok. Vamos esquecer essa coisa de melhoria do transporte público.

Se a gente não diminui a quantidade de carros nas ruas nem melhora o sistema público de transporte, podemos encontrar, como solução, os avanços da tecnologia. Sim, afinal, como o tempo desperdiçado em longos engarrafamentos, trânsito parado, é dinheiro desperdiçado, podemos ver na Internet e na telefonia um grande parceiro. Afinal, em muitos casos, as empresas podem fazer com que seus empregados trabalhem em casa, fazendo reuniões via Skype (ou qualquer outro chat), cobrando, apenas, produtividade. Com a qualidade do serviço de Internet e Telefonia encontrados aqui, o tempo perdido por quedas de conexão e impossibilidade de fazer ligações devido a falta de qualidade dos serviços de telefonia, seria igual ou maior ao tempo perdido no trânsito. Sem falar na honestidade do povo, né? Que teria mais chances de "voar" estando em casa... Afinal, como diria Lulla, é cultural (taí o próprio Lulla que não me deixa mentir).

Parece pessimismo meu, né? Não conseguir encontrar solução nenhuma... pra nada! Ahááááááá! Mas não é bem assim! Ainda vejo uma luz no fim do túnel. Uma solução simples e que poderia ser custeada pelo governo: distribuição de Prozac e Gardenal pra todo mundo. Assim (e só assim) teremos brasileiros (seja cidade, estado ou país Brasil) calmos e felizes.

Música do dia

E vamos no gás...

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Whats up, Doc?

Eu não uso whatsapp. Apesar de ter um Iphone, o meu é jurássico (por mais antagônica que a afirmação possa parecer). Como ele não atualiza o I.O.S (seja lá o que isso for), não consigo instalar nada nele, pois tudo é configurado pra ser instalado em aparelhos com I.O.S superior ao meu. Bom... deixa pra lá.

Apesar de não usar whattsup, já sei que o bicho se tornou um mar de pornografia. Nada contra... mas além das pessoas receberem o que não pediram, na grande maioria dos casos, as "atuações" são postadas sem o consentimento de, pelo menos, uma das partes.

Foi o caso de uma tal de Fran, que já foi zoada ao extremo. Ainda bem que, pra ainda poder ter alguma fé na humanidade, surgiram páginas e postagens de apoio a Fran. Sim porque, na verdade, ela não tem culpa de nada. Apenas confiou num mal caráter que não tinha escrúpulos. Aquela história de "Nossa... como é que ela pôde fazer isso?" é papo que eu só acredito se vier de uma crente (e olhe lá...)

A questão é: por que só a mulher se lasca? Quem era pra se queimar era o sujeito (ou sujeita) que divulgou as fotos/videos/comentários. Esse/a sim devia ser execrado/a. Afinal, ele/a não serve como amigo/a, não serve como empregado/a, não serve pra porcaria nenhuma. Uma pessoa dessas te dá uma rasteira sem nem fazer careta. É uma pessoa que não merece a menor confiança, sem a menor credibilidade. Se eu sou chefe de uma pessoa assim era demissão na certa. Afinal, como confiar em um/a empregado/a que pode sair divulgando as coisas pertinentes apenas ao trabalho?

Um cara desses, com certeza, sai falando pra todo mundo as garotas que já levou pra cama: as que levou de verdade e as que queria ter levado, não levou mas disse que comeu. Com video então... É um excroto que se acha garanhão.


Assim como o excroto divulgou o video da pobre Fran acho muito digno que divulgassem o máximo de informações sobre quem fez esse tipo de postagem. Se divulgar quem faz isso, quero ver esse "espertão" conseguir trabalhar sem medo de perder o emprego por não ser uma pessoa confiável... Duvido que esse "garanhão" "pegue"  mais alguma mulher sem ter que se mudar de cidade ou sem ter que pagar. Afinal, que mulher confiaria num caba desses? E se alguma mulher, sabendo disso, ainda for pra cama com um sujeito desses, pode divulgar porque ela quer ser atriz pornô.

Música do dia

Porque hoje tem 18 Strings Blues no Botequim Avenida. Blues feito em 18 cordas de guitarra, 4 de baixo e bateria. Simbora...

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Sem bronca.

Se os turistas que vierem pra Copa, em Pernambuco, não precisarem de bicicleta (ciclovias), carros, táxis, ônibus, trens e metrôs, não vão ter que se preocupar com nada fora assaltos, latrocínios e homicídios. Talvez tenham algumas apurrinhações com a falta de preparo do povo pra receber turistas que falem outra língua que não seja o português mas, em compensação, vão poder se divertir muito com as manifestações artísticas culturais que não recebem apoio nem popular e que se apresentam em lugares pitorescos como a área de desembarque do Aeroporto Internacional dos Guararapes.

Música do dia

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Estágio


Eu tava pensando... Uma pessoa, quando resolve ser padre, vai pra um seminário, onde recebe ensinamentos (não interessa nem questiono o conteúdo) até ser ordenado padre. Tem todo um processo.


Hoje pela manhã, dentro do metrô eu cheguei a uma conclusão: pra ser pastor, o indivíduo faz estágio enchendo o saco das pessoas com aquela pregação feita em ônibus, trens, metrôs, meio da rua... Como se não contasse o fato de nenhum deles ter o dom da oratória, ou seja, ainda não sabem enrolar os crentes pra esvaziar seus bolsos, ainda assassinam o português com requintes de crueldade. Sem falar nos mais afoitos que, em vez de se aterem a Palavra, resolvem fazer improvisos, colocar "cacos" no intuito de ilustrar e explicar o que reproduzem da Bíblia. Sai cada coisa...


Pode não ser assim que se "formam" os pastores... mas que tem lógica, tem.

Música do dia

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Demanda


Não sei no estado em que você mora, mas aqui em Pernambuco, principalmente Recife, que é onde moro, parece que tudo, absolutamente TUDO, é feito de forma a não suprir a demanda.


Nos supermercados, os caixas são insuficientes...
Nos bancos, os caixas são insuficientes...
Os ônibus, pelo menos nos horários que mais precisamos, conhecidos como horários de pico, são insuficientes...
O Metrô, no mesmo caso dos ônibus, são insuficientes...

Táxis, pasmem, são insuficientes (principalmente nos horários de pico e em dias de chuva)...
Empregos são insuficientes...
Ciclovias, só pra ser mais moderno, são insuficientes...
Áreas de lazer (tanto gratuitas como pagas) são insuficientes...
Atendimento em repartições públicas é insuficiente (e ineficiente, diga-se de passagem...)
Vagas nas escolas públicas insuficientes...
Vagas nos hospitais públicos insuficientes...
Segurança (isso existe?) insuficiente (e ineficiente, diga-se de passagem de novo...).

E eu podia passar horas escrevendo serviços insuficientes aqui... não só eu como qualquer pessoa. E só citando os serviços que são insuficientes... não atendem a demanda. Ainda tem aqueles que são ineficientes, apesar de pagarmos por eles... o que já vale um outro post.

Isso me leva a uma conclusão lógica e rápida: tanto políticos como empresários já tomam o povo por idiotas. Aquela coisa de "faz qualquer coisa, de qualquer jeito... o povo é idiota mesmo..." ou "Deixa quieto. O povo, idiota, reclama hoje e esquece amanhã... precisa ajeitar não!" ou, ainda (a melhor) "É tudo idiota mesmo... relaxa!" .

Eu mesmo já vou comprar meu nariz de palhaço e dar entrada na minha carteirinha de livre acesso nos ônibus por ser idiota/estúpido.

Música do dia

Porque hoje tem Blues... Estréia do projeto JACK BEACH BLUES...

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Dúvida atroz...

Bicho... depois de ver um entrevista num desses vespertinos televisivos locais, um entrevistado me deixou com uma dúvida atroz. Ele dizia que 42% das pessoas que tem animais de estimação "ainda" dão comida de casa para que eles se alimentem. Ou seja, não compram ração.

A minha dúvida veio daí: como os animais de estimação conseguiram sobreviver até os dias de hoje se antigamente não havia ração e só comida caseira? Perguntas que afligem a humanidade...



PS: Ok... eu sei que ele queria dizer que ainda há um grande mercado a ser atingido. Mas eu não podia perder a piada... :p

Radical

Eu sempre achei as coisas deste país surreais... e isso é uma opinião que tenho desde que era criança e cheguei no Brasil. Comecei a formar essa opinião quando ouvi na escola "O cedilha tem som de ésse ou dois ésses". Nessa mesma hora pensei "então pra que essa porcaria? Que gente mais estranha..."

De lá pra cá, minha opinião só fez se fortalecer, cada vez mais embasada pelo comportamento esquisito do povo... Povo conformado, passivo e que se torna cômico quando resolve se "organizar" para protestar. Vide os "cara-pintadas", que até hoje acham que tiraram Collor da presidência. Quem tirou (e colocou, diga-se de passagem) Collor no comando do país foi a Globo. Não podia ser diferente, né? Na época, os comícios ainda eram livres para colocar shows. Então, o que mais ouvi nos "convites" para as passeatas "Fora Collor" foi:
- Bora pra passeata hoje?
- Bora! Quem é que vai tocar?
- Vai ter o Trio Tal, Trio Xis e Trio Y.
- Eita... vai ser massa!

De lá pra cá, pouca coisa mudou. Uns 5% da população reclama e toma alguma atitude, uns 25% colaboram pra manter a situação como está e 70% da população reclama do preço do feijão e da qualidade do transporte público enquanto assiste a novela.

A recente onda de protestos deixou isso bem evidente. No início, parecia que a coisa iria mudar; que o povo resolveu se mexer para mudar o que está ruim... ruim, não: podre. Um grande clima de inconformismo, aliado a crença na possibilidade de mudança, se instaurou no ar e parecia que, agora, a coisa ia! Foi... pro brejo! O governo chegou a ficar um pouco "incomodado" e disse que ia atender alguns pedidos. Em algumas cidades, a passagem de ônibus até baixou... 10 centavos. Mas no resto, foi o de sempre... promessas não cumpridas e o não cumprimento divulgado de forma acintosa... pelo próprio governo. Lei da ficha limpa que só Deus sabe como e quando vai funcionar, o julgamento do mensalão, onde a lei foi cumprida (de verdade) e os mensaleiros ganharam mais chances de continuarem impunes (e vão ficar impunes se a lei, lei brasileira, for cumprida) e Dilma preocupada e irritada com Obama, que andou lendo seus e-mails.

Os protestos continuam, cada vez com menos gente... e o comentário de uma sra., que ouvi enquanto era espremido no ônibus, que está 10 centavos mais barato, resume bem o sentimento dos 70% que citei da população:
- Protesto? De novo? Tá vendo que protesto não resolve nada? Só faz atrapalhar a vida do povo...

Radicalismo meu? Talvez... eu sempre fui chato mesmo. Mas fico me lembrando do povo hostilizando as equipes de reportagem da Globo e depois via os comentários dos "companheiros revolucionários" pelas redes sociais. Coisas do tipo "Será que o protesto de hoje vai sair no Jornal Nacional"?

O repúdio a Globo foi tão grande que ela continua líder de audiência segundo o Ibope, que é quem rege o mercado...

Por isso, posso dizer que meu radicalismo e minha descrença na seriedade deste povo surreal é, meramente, fruto do meio (sempre achei essa desculpa a cara do Brasil).

Música do dia

Pra começar a semana abrindo o gás...

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Serenidade...


"... serenidade necessária para aceitar as coisas que não podemos modificar..." Não é nada fácil. principalmente quando envolvem questões culturais. É quase como pedir pra não se importar (se não for a mesma coisa). Em determinadas situações é quase impossível (e, por isso entendo o criador da frase quando pede a um ser divino).

Mas é necessário! Por mais que corroa por dentro. Mesmo porque, se for questão cultural, de nada vai adiantar você querer mostrar que há algum erro em determinado ato/afirmação/costume. A pessoa (ou grupo de pessoas) tem aquilo como certo (ou como "nada de mal") e nada do que você fale ou faça vai mudar.

Fazer o que, né? A verdade (na minha opinião. É bom deixar claro) é que essa "serenidade pra aceitar" acaba matando algo em você, já que a "aceitação" passa a ser um "não me importa mais". E com até quantos "não me importo mais" você consegue, ainda, ser humano?

Música do dia

Na minha humilde opinião, melhor fase do Iron Maiden... ever... Questão de gosto. Sabe como é...

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Apontadores

Das críticas que você faz, que atitude (ou atitudes) você tomou para resolver ou melhorar a situação?

Nenhuma, né? Normal... quer dizer, você é o normal numa cidade como a Venérea Brasileira. É o que mais tem. Gente que aponta os erros dos outros sem se importar com o fato de cometer os mesmos erros... (ou mais)

É aquela história do "eu não faço nada, mas fulano, que faz, tá errado e só faz merda"! Simples assim.

E como disse um amigo meu, "E se Lemmy (Kilmister) morasse em Recife?"

Brother... ia ser dedada e esculhambação na cara de muita gente...

Música do dia

Porque hoje é dia de Blues no Herculano...

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Já dizia o que cara que escreveu "Assim falou Zaratustra"...


- Moço: dá pro senhor prender o cabelo? Ele tá batendo em mim...

Isso foi que ouvi logo após me acomodar na cadeira do ônibus. Ônibus que peguei logo após sair de uma tortuosa espera no consultório da minha dentista. A tortura, na verdade, não foi a espera. Foi aguentar, na maior parte do tempo, calado (pra não começar um bate boca) com 3 "simpáticas" velhinhas que aguardavam na mesma sala... na mesma hora.

Os assuntos debatidos foram da "feiura" de Luciana Gimenez, passando pelo homossexualismo e findando (até eu ser chamado, graças a Deus, pela dentista) com a falta de cultura do povo, único tema em que concordei com a palestrante, que não tinha cultura nenhuma, diga-se de passagem.

- Eu já estive em 17 países e posso provar... Fulano de tal fala latim perfeitamente. Hoje em dia ninguém sabe o que é latim...

E pra minha infelicidade, ela me dá um cutucão e pergunta pra mim:

- Você sabe o que é latim?

- A língua falada em Roma...

- Viu que ninguém sabe? Em Roma se fala Italiano...

- Desculpe: eu quis dizer Roma império... não me referi a cidade da Itália...

- Ah... pois é. O latim é a língua do mundo.

- ... ocidental... e nem todo ele. Tem países cujo os idiomas tem origem anglo-saxônica, germânica...

- É a língua da Europa.

- Não... não é. No velho mundo existem países cujo a raiz da língua é latina (ou seja, vem do latim) e outras não...

- Mas eu disse na Europa...

- A Europa é conhecida como velho mundo... E lá, por exemplo, se fala alemão também...

- E o Alemão não vem do latim?

- Não...

A senhora vira o rosto, me ignorando, e se volta para o resto da "platéia"

- Hoje em dia, o povo só quer saber de safadeza...

Ela faz parte da geração, que ainda tem muitos frutos, onde se eu estou errado, faço de conta que não é comigo e mudo de assunto! Não se discute com gente assim. Não se discute com pessoas sem argumentos válidos. Não se discute com pessoas que nem sabem do que estão falando. Que teimam em ter a última palavra.

Felizmente uma luz brilhou e uma voz invadiu a sala... era a porta do consultório se abrindo e a atendente falando "Marcelo: é a sua vez"...

Respeito os mais velhos... mas como dizia Nietzsche (na frase que postei ontem a noite e caiu como uma luva) "É difícil viver com as pessoas porque calar é muito difícil"...

Mas prendi o cabelo.

Música do dia

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Choque


E não é que foi um choque descobrir que professor ganha mais que eu? Não que não seja justo. Se tem alguém que merece o salário mais alto de todos é o professor. Categoria da mais alta importância... Mas como todo mundo vive falando do salário de professor (inclusive eu), nem me toquei que a miséria que eles recebem como salário é maior que o que eu recebo...

Música do dia

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Reforma

Bicho... com tanta reforma pra ser feita por aí... Reforma política, reforma no judiciário, reforma agrária (que, por sinal, nunca mais ouvi falar da danada... e o MST também deu uma maneirada, comparada com outros tempos), o povo inventa de fazer uma reforma ortográfica? Fala sério...

A desculpa que deram, na minha opinião, foi a mais esfarrapada possível. Padronizar o português nos 8 países que possuem essa língua como oficial. Pra que eu vou querer falar e escrever no mesmo padrão que alguém de São Tomé e Principe? Guiné-Bissau? Timor Leste? Qualquer coisa eu usava o tradutor do Google... muito mais negócio.

Mas não... como o povo achou que não tinha nada mais importante pra reformar, toma! Eu demorei séculos pra aprender o português de uma maneira digna, sem assassinar a gramática, sem que doesse nos ouvidos e nos olhos.

O português não é uma língua fácil... como disse uma vez Fausto Silva (e eu odeio concordar com ele), o português não é língua: é código secreto. Daí, achando pouco, quando você consegue não mais passar vergonha, vem o povo e muda as coisas.

Me dá nos nervos ler e escrever ideia, voo, zoo tudo sem os acentos... E isso foi só o pouco que assimilei da reforma.

Bom... mas não tem mais o que fazer. Agora é voltar a aprender. Afinal, não vou querer que um Caboverdense (é assim que se chama quem nasce em Cabo Verde?) não entenda o que eu falo/escrevo.

Música do dia

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Pergunta

Quando eu cheguei no Brasil, eu era fanático por futebol. Torcia doentiamente (não há termo mais adequado) pelo Flamengo (na época, time de Zico, Júnior, Cláudio Adão, Adílio, Nunes, Tita...). Com o passar do tempo, o futebol foi perdendo aquela coisa de paixão e se tornando comércio. Esse "comércio" foi o primeiro desestimulante com o mundo da redonda.

Segundo, foi a quantidade de "roubos" que aconteciam nas partidas. Me lembro de um Flamengo e Atlético Mineiro em que se a partida não foi comprada, o juiz vendido e tudo o mais que for relativo, vivemos em um país sem corrupção.


Por último, descobri mais uma coisinha que me fez perder o resto de interesse que tinha pelo futebol: sabe aquele jogador que ninguém nunca (ou nunca mais) ouviu falar e que foi parar justo no seu time? Sabe por que isso acontece? Porque ele é indicado por alguém (técnico, comissão técnica, diretor do time) e que fica com uma porcentagem bacana de seu salário. É por isso que você vê uma porrada de jogadores contratados que não fazem nada a não ser engordar a conta bancária dele e dos que o indicaram e fazer raiva aos torcedores. Jogadores e técnicos.


Por isso que, hoje em dia, futebol pra mim é só pra tirar onda com o povo...


E isso não é exclusividade do futebol local não... É em todo o país... Não creio que no mundo todo porque na Europa, o futebol é levado mais a sério... Tanto que, no país do futebol, o sonho dos jogadores é jogar na Europa. Mas lá, amigo, tem que jogar bola... não é como aqui não.


Sei que isso não é novidade pra muita gente... principalmente para os que acompanham o futebol de perto. Mas toda vez que me lembro disso, vejo como a corrupção está enraizada em quase tudo deste país. Aí pergunto: o povo é vítima ou cúmplice da atual situação do país (e do seu futebol)?

Música do dia

Novos amigos, novas descobertas... Não conhecia Leaf Hound. Muito boa...

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Flanelinha


Assim como todo mundo, eu também não gosto de "flanelinhas". E olhe que eu nem tenho carro, muito menos sei dirigir. A petulância desse povo que se diz "guardador" de carros é muito grande. E chega a níveis inimagináveis...


Tava me lembrando de um caso que aconteceu há alguns anos. Eu tocava numa banda chamada Bluestamontes (e como nome sugere, uma banda de blues). E a gente tava fazendo uma temporada num bar chamado Quintal do Lima, num dia bem ingrato (ou era uma terça, ou uma quinta-feira). Nesse dia em questão, não deu uma única alma viva no bar. Era só os garçons, a banda e a produtora da banda, que foi nossa platéia nesse dia.

Apesar de não ter ninguém, fizemos nosso set. Compromisso é compromisso, né? Pois bem... terminamos de tocar, guardamos as coisas e fomos para o carro. Aí, claro, vem a abordagem do flanelinha, que mesmo tendo visto que não apareceu nenhum carro na rua, fora o nosso, foi lá com o velho "e aí doutor?".


- Cara... hoje tá ruim...

- Mas doutor, aí você me quebra... eu vivo disso.

- Bicho... tô falando... hoje não deu ninguém aí. Rolou grana não.

- Também... fica tocando essas músicas que ninguém conhece. Se quer ganhar dinheiro, tem que tocar o que o povo gosta... um breguinha, um forró...

E esse foi o gran-finale da noite: ouvindo conselhos de marketing de um flanelinha. O pior é ter que reconhecer que o flanelinha tem lá sua razão...

Música do dia

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Foco

Assim como muita gente, tenho aprendido muito com o passar do tempo. Aprendizado que me coloca em eterno questionamento sobre posturas, conceitos, princípios...

Graças a esses questionamentos, tenho conseguido transformar dúvidas em certezas, certezas em dúvidas, consolidar princípios, adotar posturas e, o que considero principal, corrigir erros. De que serviria toda a experiência se não conseguissimos detectar onde erramos para corrigir o que ainda for possível, não é verdade?

Eu sempre fui uma pessoa de reclamar muito. A grande maioria das vezes, com motivo, é verdade. Motivos para reclamações não faltam... ainda mais num país como o Brasil. Sempre fui um reclamador.

Continuo reclamando. Isso é uma coisa que não vai mudar. Mas, como disse, tenho aprendido algumas coisas. Li, muitas vezes, que a felicidade está onde você menos espera; que você faz sua felicidade; que a felicidade está nas pequenas coisas... e a vida tem se encarregado de mostrar que a felicidade é um misto disso tudo. Ou melhor: pode ser qualquer coisa.

Pelo que tenho aprendido, a questão principal da felicidade (ou da falta de, como queiram) é o foco. E é bem simples de explicar (e provavelmente você já leu isso em algum lugar... assim como eu tenho a impressão de já ter lido e sempre ter ignorado): sua felicidade (ou falta de) está nas coisas (matériais ou imateriais) que você dá mais importância.

Além da vida (e seu passar de tempo), a paternidade me fez enxergar que tudo é uma questão de foco. A felicidade não está em um relacionamento, em um bem, em uma vontade. A felicidade (ou a falta de) está onde você foca.

Você pode estar cheio de problemas e estar feliz. Você pode estar sem nenhum problema e não se sentir feliz.

Eu, como todo mundo, tenho problemas (principalmente financeiros... eheheheheheheh... um saco isso, viu?). Mas devo reconhecer que me sinto feliz. E tudo porque tenho dado mais atenção e relevância às coisas que me fazem bem do que às coisas que me apurrinham. Não importa a quantidade de contas que eu tenha pra pagar sem saber de onde vou tirar dinheiro pra isso. O que importa é que até aqui, venho conseguindo me virar. Um misto de competência (porque não adianta ficar de braços cruzados) e (muita) sorte (que, na grande maioria dos casos, vem do esforço... não se iludam).

Se você levar em consideração (e eu, se fosse você, levaria muito em consideração) que a probabilidade de você nunca ter todas as coisas que quer, as pessoas que quer, nunca viajar para os lugares que gostaria, nunca ver todos os shows que gostaria, nunca ler todos os livros que gostaria, de não conseguir fazer tudo o que lhe dá prazer é bem maior (muito maior mesmo) do que o contrário, daria mais crédito a essa coisa de foco.

Se você não está feliz, talvez (é muito provável) que você esteja focando na coisa errada... dando mais atenção a coisas que não deveriam ter tanta importância. Por isso frisei tanto a "felicidade (ou falta de)". 

Eu tenho focado em terminar meus dias (cada um deles) com um abraço, um beijo e um "te amo papai". E com foco nisso, não importa a quantidade de problemas que esteja enfrentando e quantos ainda tenha que enfrentar: me sinto feliz. 

PS: talvez você ache este texto piegas. Talvez... mas meu foco não está na opinião dos outros. Essa é mais uma dica gratuita do Junkie para que voce seja feliz :)

Música do dia

Porque hoje tem Blues no Bazza...

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Era uma vez...

Estava eu assistindo ao vespertino local da Vênus Platinada quando, na virada de bloco, entraram populares para dizer algo do tipo "não saia daí que o programa volta já". Daí você pode me perguntar: e daí? Coisa mais comum... Cinderela já fazia isso com seu "break, break, break"...

Aí me lembrei de outros tempos, quando notícias eram notícias e não um obituário ou uma vitrine de delegacia. Há tempos atrás (pouco mais de 10 anos), o jornalismo tinha outro tom... outra cor fora o vermelho sangue. Lembro que as notícias nessa época eram o que considero notícias: economia direcionada para o povo, os acontecimentos políticos de alguma relevância para a população, algo de comunidades (até mesmo a Globo fazia, vez perdida, uma matéria enfocando problemas de alguma bairro). Algo de comportamento também ilustrava os jornais nessa época. Notícias policiais só eram noticiadas quando eram absurdas, como chacinas, etc. Mesmo assim, apenas nota. Nunca matéria com imagens (mal) "desfocadas".

E, pasmem: um bloco inteiro do jornal (de todas as emissoras) voltado para a CULTURA. Matérias sobre shows (que não eram brega nem de putaria), exposições em museus e, pasmem mais uma vez, até lançamentos de livros... Outros tempos, né?

Nunca que dois maloqueiros, presos com 10 pedras de crack cantando em alguma delegacia após serem presos, ou algum travesti acusado de assaltar transeuntes, mandando beijos para o apresentador ocupariam tempo nos jornais (e telejornais) de pouco mais de 10 anos atrás.

Aí veio a Folha de Pernambuco, com seu caderno policial banhado em sangue, que se aproveitou do declínio da educação (tanto da família como da escola) para conseguir audiência e, claro, maior número de vendas.

As TV's ainda se seguraram um tempo. Mas logo a mais nova das TV's, a procura de audiência (claro) resolveu seguir a linha "policialesca"... e conseguiu o que queria. O que as outras emissoras fizeram? Ao inves de manterem o nível  resolveram se nivelar por baixo. Afinal o resultado (audiência) era mais rápido. E por isso, até na Globo você coisas dantescas... popularescas no sentido mais pejorativo que possa existir.

A culpa, sempre, é de quem reduziu a educação a nada: políticos. Mas isso é chover no molhado. E mais: a educação familiar anda tão falha ou mais.

E é por causa disso que sua tela está inundada de corpos, sangue, bandidos pés de chinelo, bandidos de ternos italianos e travestis presos mandando beijos para apresentadores. E você assiste... e você ri...

Recentemente, o "pioneiro" desse "jornalismo" no estado (pelo menos que eu tenha registro. Sei que esse tipo de matérias existem desde que o mundo é mundo, mas cito os fatos a partir da minha entrada no mundo da comunicação, dos meus registros anteriores - como a TV na época da minha chegada ao Brasil e de quando achei que comecei a entender um pouco de TV) extinguiu seu caderno policial. Não sei os motivos (pelo menos os reais). Mas quero crer isso possa significar uma tendência a querer mudar o que chamam de conteúdo jornalístico. Tomara...

Não aguento mais ver maloqueiro noiado cantando na TV...