quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Dia do Frevo


Há 104 anos, era publicada em um jornal, pela primeira vez, a palavra "frevo", definindo o ritmo mais pernambucano que existe. Pernambucano adora bradar aos 4 cantos que adora frevo, que frevo é tudo, etc, etc, etc...

Mas a realidade do dia-a-dia me mostra uma coisa:

- Nem no carnaval a maioria dos pernambucanos escuta frevo.

- Fora do carnaval, nenhum pernambucano lembra que ele existe a não ser que esteja com algum turista e queria fazer mais "góga".

- Músicos que tocam frevo não ganham dinheiro e, quando contratados por prefeituras, etc, demoram horrores pra receber um cachê mixuruca.

- Quando o programa resolve fazer o mês do frevo, só levando atrações do gênero, a audiência cai vertiginosamente.

-Todo pernambucano diz que prefere frevo do que axé, mas os evento abaianados são lotados e os com frevo quase vazios.

Enfim, pernambucano é cheio de "góga" quando fala de frevo, mas não tem o respeito que diz ter pelo mesmo.

Mesmo assim, meus cumprimentos a todos aqueles que exaltam e enaltecem o ritmo que faz multidões ferverem, mantendo vivo o ritmo renovando-o. Salve maestros; salve Spok; salve Maestro Forró.

3 comentários:

Ícaro disse...

Eu acho que é por aí, o pernambucano deveria valorizar mais o frevo.

Marina disse...

Todo pernambucano diz que prefere frevo do que axé, mas os evento abaianados são lotados e os com frevo quase vazios.

A questão "Eventos com frevo quase vazios" vem mudando graças a nomes como Spok, Maestro Forró e a Orquestra Popular da Bomba do Hemetério, Orquestra Contemporânea de Olinda, entre outras. A própria banda Eddie voltou a incorporar um pouco do ritmo (independente da época ser ou não de carnaval).

Eu não escuto frevo no meu dia-a-dia, apesar de já ter sido bailarina popular e ter convivido com o ritmo durante anos. Me chama a atenção a questão dos esteriótipos criados... Por ser classe média e branca que dói, os recifenses estranham quando eu digo que dançava frevo. Já quando conheço alguém proveniente de estados mais próximos à região sul do país, ocasionalmente sou intimada a ensinar a dança (sem ao menos ter dito que fui passista), a ponto de parecer que andamos de um lado para outro dando tesouras e parafusos por aí.

Marina disse...

A Orq. Popular da Bomba do Hemetério, se convidada ao programa, certamente prenderia a atenção dos telespectadores. :P