segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Mais uma da filhota...


Minha filha, sem querer dormir... normal... mas já tava na hora... então eu peguei meu celular e fingi atender uma ligação:

- "Alô? Mr. Maker... tudo bom? Julinha ainda não dormiu... é? Vou dizer pra ela, tá bom? Tchao!"

Viro pra ela e digo:

- "Viu? O mr. Maker acabou de ligar dizendo que tá na hora de dormir..."

Ela virou pra mim e disse "Espera aí". Colocou a mão em formato de concha, levou ao ouvido e começou:

- "Alô...mr. Maker? Eu não quero dormir não, tá bom? Tá... eu vou falar pra papai. Beijo!".

E aí, ela vira pra mim e diz:

- "Falei com o mr. Maker agora no meu celular. Ele disse que eu não vou dormir agora, tá papai?"

Depois de uma dessas, eu faço o quê?

PS: Mr. Maker é a personagem de um programa que minha filha adora e que é exibido no Discovery Kids.

Ser pai de menina...


- "Papai... você quer batom?"

- "Papai não usa batom, filha..."

- "Mas é lindo..."

- "Batom é pra meninas, filha... não é pra meninos..."

- "Mas você compra um batom das princesas pra mim e um batom do Homem-aranha pra você..."

- "Ok, filha..."

Depois de um argumento desses tem como dizer mais alguma coisa? Ah, Julinha...

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Qualquer dia desses...

Qualquer dia desses vou começar a somar o tempo que perco por dia esperando... Esperando o ônibus chegar na parada, esperando ser atendido nos caixas para pequnas compras em supermercados e por aí vai...

Garanto que vai dar umas duas horas por dia, no mínimo 10 por semana, 40 horas por mês... ou seja, a cada 30 dias, você perde mais de um dia e meio apenas esperando por motivos alheios a sua capacidade de resolver. Em 30 anos, você deixou de viver quase dois meses esperando... chega a ser sinistro pensar nisso.

Bom... este post é mais pra me lembrar de aproveitar melhor meu tempo e pra expressar toda a minha raiva ao Carrefour, onde fui comprar algo pra comer, fui pra fila de pequenas compras e esperei séculos, vendo os caixas sairem pra almoçar, até, finalmente, ser atendido. Saco!

Mas ve se pode um negócio desses...

Ontem eu tava descarregando um pouco do meu mau humor no Twitter. Eu sei que sou mau humorado, mas algumas atitudes/atos de pessoas que não conheço contribuem pra isso. Veja só: se você não é mendigo nem pedinte nem passa rifa no local de trabalho, você não sai por aí, pedindo coisas a desconhecidos, né? Claro que não... por que alguém faria isso?

Mas sempre tem alguém que acha que isso não é nada demais; gente que chega a achar que está fazendo um elogio... Ontem ouvi, pela enézima vez, a clássica:

-"Ei... dá teu cabelo pra mim?"

Sei que meu cabelo é lindo, maravilhoso, etc, etc, etc... (em se tratando do meu cabelo não há modéstia mesmo). Mas isso não dá o direito de ninguém vir falar (ou, no caso, perguntar) merda no meu ouvido. Dá vontade de virar pra mulher e dizer:

- "Você tem uma bunda linda... dá ela pra mim?"

Não seria justo?

Outra coisa que me irrita são aquelas pessoas que se sentem próximas de você por já terem te visto em algum lugar. Chegam como se te conhecessem há milhões de anos e começam a conversar. Normalmente elas estão me confundindo com alguém.

- "Você é músico né? Já te vi tocar..."
- "Não sei... eu não toco forró..."

Antigamente, cabeludo era rockeiro ou maconheiro (na grande maioria das vezes, os dois). Hoje é cantor de forró.

- "Não... mas eu já vi você tocar. Você tem uma banda de rock, né?" (grande dedução)
- "Sim..."
- "Toca no Downtown?"
- "Não"
- "Toca na Audrey?"
- "Não"
- "Já sei... no Dona Carolina..."
- "Não"
- "Oxi... e você toca onde?"
- "As vezes no Burburinho, todos os sábados no Banquete"
- "Burburinho? Onde é isso?"
- "Com licença... eu tenho que ir... obrigado!"

Dá pra entender por que fico de mau humor? Nem é tão difícil, né?

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Recomendo (balada)

Essa eu não podia deixar de recomendar. Aproveitando o final das férias, finalmente fui pra cachaçaria Virulino, em Olinda, ver a Olinda Blues Style. Fantástico. A banda tem na sua base, a mesma formação da Recife Blues Band (Rico no vocal, Morcego na guitarra, Guga nos teclados), apenas diferindo na bateria com Du Jarro (o que tem de doido tem de gente boa e músico excepcional), Bruno Andrade no baixo (o cara é muito bom) e Marquinhos Trompete (metais sempre dando um "q" a mais na música).

Como disse, todos músicos excelentes e com uma vibe muito massa. Ainda rolou uma jam com Ibraim (acho que é assim que se escreve), que se juntou a galera com seu trombone de vara. Fantástico!

Se você estiver de bobeira numa terça dessas da vida, afim de curtir boa música e, de brinde, gente bonita num astral ótimo, vá na Cachaçaria Virgulino nas terças de Blues com a Olinda Blues Style. É diversão garantida.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

E lá se vão 20 anos...

Este ano, a Fourpigs (minha banda de Rock and Roll) completa 20 anos de estrada. Na verdade é mais tempo, mas como a gente não sabe ao certo quando começou, a gente usa a data de um show no finado Boa Viagem Praia Clube (e que show, modéstia às favas) como referência.

São 20 anos de uma sintonia massa... De todos os membros do Fourpigs, o único que mudava era o baterista. Foram 4 ao todo e hoje está volta Diego Salcedo, o baterista da formação original (eu - voz e guitarra; Henrique Vilela – voz e baixo; Renato Vilela – voz, guitarra e tatuador da banda; e Diego Salcedo – Backing vocals e bateria).

São 20 anos de muitas histórias (a maioria boa e umas boas e engraçadas mas só depois que passaram), muito rock and roll “du bom” correndo nas veias e que, mesmo com a idade apodrecendo seus integrantes (ou pelo menos a metade já que Henrique ta com um ouvido lascado e eu tenho epicondilite lateral), não para de correr.

Este ano devemos voltar a ensaiar (após as “férias” de Henrique) e fazer shows bem bacanas pra comemorar a data. Enquanto os shows não vem, deixo abaixo, uma música do Fourpigs que tem tudo a ver... Os 3 porquinhos maconheiros e o lobo mau traficante.

video

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Aí fica uma dúvida...


Vendo a capacidade e, principalmente, a vontade que o povo brasileiro tem de se solidarizar, de se ajudar nos momentos mais amargos, eu chego a ficar em dúvida:

Será que, realmente, os brasileiros merecem o governo que tem?

Começo a achar que não... que mereciam coisa bem (mas beeeeeeeeemmmmm mesmo) melhor do que escolheram (e escolhem ao passar dos tempos).

domingo, 16 de janeiro de 2011

Alimentando a alma (e o ego)

Um final de semana que foi verdadeiramente alimento para o ego e para a alma. Isso através da Handmade Blues. O Happy hour no Burburinho ainda não tem um público bacana (em termos de número de pessoas presentes), mas os que se dispõem a estar lá tem se deleitado com nossa singela apresentação, feita com muita vontade e gosto, pra não falar em tesão. Ainda tem mais duas sextas de Happy Hour...

Nos sábados, a Handmade tem se deleitado no Banquete, fazendo os sábados de blues de lá. No último sábado, casa lotada, público legal, bem receptivo, animado e participativo. Isso motiva ainda mais e o som flui melhor...

Claro, toda apresentação é abrilhantada pelas jams. Já nos deram o prazer da jam:
Deco Machado (baixo), Alexandre Santiago (violão, gaita e voz), Isabella Carrazone (voz), Pedrinho (gaita), David Ferreira (violão), Fred Berkemeier (saxofone), Adriana Nascimento (voz), Rico Bluestamontes (voz) e o ano tá só começando...

É isso aí... Let the blues time roll...

Perguntas inquietadoras

Da série perguntas que nos deixam perplexos ou sem respostas:

Desde quando eu sou obrigado a lembrar e/ou reconhecer alguém? Fala sério...


Pra quem não viu as anteriores

Perguntas inquietadoras 1
Perguntas inquietadoras 2
Perguntas inquietadoras 3
Perguntas inquietadoras 4

Perguntas inquietadoras 5
Perguntas inquietadoras 6

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

É...

Pelo visto, as tragédias provocadas por chuvas, desmoronamentos, deslizamentos de terra e inundações vão ser incorporadas ao calendário de eventos do Rio de Janeiro. Ano passado foi a mesma coisa já começando nos primeiros minutos de 2010. Este ano a tragédia começou um pouco mais tarde... 10 dias mais tarde mais ou menos...

O que é mais revoltante nisso tudo é que toda essa tragédia é anunciada com antecedência, especialistas dizem o que tem que ser feito e... nada! Tanto governo municipal, como estadual e federal não fazem nada. Quer dizer... a dentuça eleita já, já vai fazer um passeio de helicóptero sobre as áreas atingidas. Espero que ela bata muitas fotos.

Oficiais, já são 335 mortos (até agora). Se somados aos do ano passado, pelo mesmo motivo, pelas mesmas razões, nas mesmas circunstâncias, esse número fica bem maior. Tanto que deviam instalar, assim como o Impostômetro (medidor que mostra o quanto já foi pago de impostos pelos brasileiros no ano), um "tragediômetro". Um não... dois! Um na frente da sede do governo do Rio e outro na frente da sede do governo federal. E com o passar do tempo, outros tragediômetros serão instalados por todo território nacional.

E assim caminha a humanidade (brasileira...)

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

A prova do crime...

Tem coisas que só a Handmade consegue fazer. Coisas que até eu duvidava. Por exemplo: David Ferreira é o guitarrista da Long Net Blues Band. Ele também foi o guitarrista da primeira banda que montei na vida, a III Reich, nos idos dos anos 80. David é um desses músicos que tem a guitarra como extensão de seu corpo. Puro feeling correndo nas veias quando sola.

O que as pessoas não sabem é que David NÃO toca violão. Mas no último sábado, 08/01/11, durante apresentação da Handmade Blues no Banquete, ele deixou o preconceito de lado por alguns minutos e, pasmem, tocou violão. Logo o de Caco, com encordoamento 0.12.

Você não acredita? Mas é fato, como você vai poder comprovar nestas fotos que a fotógrafa Juliana Bonfim tirou como verdadeira paparazzi, correndo atrás das celebridades (por isso que as fotos estão sem foco). As cenas são muito fortes, por isso, recomendamos que você as veja com parcimônia:
Você ainda não está acreditando? Então veja mais uma:
Ok... tá meio sem foco... não dá pra ter certeza de se é David ou não, né isso que você está pensando? Mas aí, então, vem a prova dos 9:Depois dessa não há como negar. E, como se esse fato espetacularmente extraordinário não bastasse, ainda houve muita dança no corredor do blues. Juliana Bonfim, a Japa e Rubinho, tendo a Gi como mestra, detonaram nos passinhos ao som que vem dos algodoais do Mississipi.

Tá vendo? Então você já sabe que não pode perder uma apresentação da Handmade. Acontece de tudo. E sabe quando vai ter outra?

Todas as sextas de janeiro de 2011 no Burburinho (Recife Antigo), das 19:30 às 21hs e todos os sábados no Espaço Cultural Banquete (Rua do Lima, em frente a TV Jornal, Santo Amaro), começando às 22hs.

Você já pôde notar que cada apresentação é cercada de muita diversão, não é verdade? Então esperamos você na próxima.




segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Agenda movimentada

A Handmade Blues começa 2011 com a agenda bastante movimentada.

Todas as sextas de janeiro, a Handmade Blues fará o Happy Hour do Burburinho, das 19:30 às 21hs. O blues no formato acústico, executado por dois violões, 18 gaitas, 1 kazoo e duas vozes, fora os convidados de última hora que aparecem para Jam, tradição da banda. Como depois das 17hs, até 20/20:30hs, o trânsito pra qualquer lugar é um inferno, a melhor coisa a fazer é relaxar, tomar uma cerveja ou um whiskey ao som que vem lá dos algodoais do Mississipi. Se você estiver dirigindo, lamento, mas tome um suco, coma uns pasteis e curta o blues.

Nos sábados, a Handmade Blues faz as honras nos Sábados de Blues do Espaço Cultural Banquete (ali na rua do Lma, em frente a TV Jornal). O dia e o ritmo já fazem parte da tradição da casa, desde que abriu suas portas. As apresentações começam às 22hs, com um repertório recheado de mais e melhores blues, dos clássicos aos lados “B”, passando por adaptações de músicas do cancioneiro nacional para o Blues. Lá as Jams são freqüentes e muito bacanas de serem vistas. Gente bonita se divertindo ao som do Blues.

Serviço 1:
O que? Happy Blues Hour com a Handmade Blues
Onde? Bar Burburinho (Rua Tomazina, Recife Antigo)
Quando? Todas as sextas de Janeiro/2011, a partir das 19:30hs
Quanto? R$ 3,00

Informações: 3224 5854
Serviço 2:
O que? Sábados de blues com a Handmade Blues
Onde? Espaço Cultural Banquete (Rua do Lima, em frente a TV Jornal, Santo Amaro)
Quando? Todos os sábados, a partir das 22hs
Quanto? R$ 3,00

Informações: 3423 9427

Quer saber mais sobre a Handmade Blues, clique aqui

Memórias (I don't understand portuguese)...

Cara... uma das coisas que eu mais odeio na vida é que algum desconhecido puxe conversa comigo. Aceitar a conversa demanda que você seja simpático, esteja de bem com a vida, o que não são características minhas, pra que você ature um assunto que, com certeza, não vai te acrescentar em nada.

O ônibus é o ambiente propício pra que esse tipo de "desastre" aconteça. Por isso que nunca ando de ônibus sem meu MP4. Se alguém puxar conversa você pode simplesmente ignorar com a desculpa de que não estava ouvindo o que a pessoa estava falando. Só que essa historinha aconteceu antes do MP4 ser inventado (ou pelo menos começar a ser vendido no Brasil).

Lá estou eu no ônibus quando senta ao meu lado uma senhora. Pra evitar qualquer tipo de aproximação, viro o rosto pra janela e mantenho meu olhar fixo no horizonte. Mas tem casos em que só isso não adianta. Bom... a sra, do nada começa a resmungar da vida, o que é o primeiro sinal de que, em algum momento, essa pessoa vai querer conversar com você. Mais do que nunca, mantive o olhar na janela... não virava pra nada.

Mas não teve jeito. A sra. me cutucou e perguntou o que eu achava (como se eu tivesse prestando atenção no que ela estava falando). Foi nesse momento, maldito momento, em que tive a infeliz idéia de me passar por gringo e dizer que não estava entendendo nada.

- "Sorry... i don't understand portuguese", disse eu com um sorriso de canto de boca, crente da vitória, imaginando que não seria mais importunado. Lêdo engano...

A sra. virou pra mim e tascou:

- "Você não é daqui não? Você é de onde?"

Mais uma vez lá fui eu com meu "Sorry... i don't understand portuguese". Era a mesma coisa que estar dizendo "coverse comigo minha senhora...". E a sra. se empolgou e começou:

- "É americano, é? Eu tenho uma filha que se casou com um americano... Rapaz ótimo, trabalhador..." e a sra. desembestou a falar, não importando o meu "Sorry... i don't understand portuguese" e como se eu realmente estivesse interessadíssimo na vida conjugal da filha dela com o gringo. Cansado de tanto "Sorry... i don't understand portuguese", me irritei, virei pra sra (sim, porque ela falava comigo mesmo eu falando que não entendia português e virado pra janela) e disse:

- "Minha senhora: tô lhe dizendo a meia hora que eu não entendo português. Entendeu?"

É.. sei... de uma "grossura" Dantesca. Fato! Mas pelo menos a sra. entendeu que de nada me interessava qualquer assunto que ela, por ventura, quisesse dividir comigo. Logo pediu desculpas, em meio ao riso dos passageiros mais próximos, se levantou e desceu.

Crente que tudo estava em paz, ainda tive que aguentar, quando fui descer, o motorista dizer

- "Goodbye gringo".

Coisas que só acontecem comigo...

domingo, 9 de janeiro de 2011

E assim vai...

Hoje fazem 500 dias que eu não fumo. Desde o dia 28/08/09, quando, logo após um show com a Dodge Band fumei meu último cigarro, tenho conseguido controlar a vontade que, é verdade, ainda existe. Ô viciozinho difícil de largar...

Mas tenho conseguido me manter sem fumar. Ruim foi o primeiro dia. Ruins foram os primeiros dias... Hoje em dia a vontade existe mas é controlável... eu controlo, ao contrário do que acontecia antes.

Dizem que a vontade só vai passar depois de 5 anos sem fumar... já ouvi dizer que só depois de 10 anos... me mantenho firme no propósito de náo mais fazer fumaça. Mas bem que a vontade podia passar, né?

Mas "vamo que vamo". Já foram 500 dias sem fumar... e assim sigo... contando!

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Dose dupla

É isso mesmo. Este fim de semana tem dose dupla de Handmade Blues. Nada como começar o ano tocando o bom e velho ritmo mississipiano. E vai ser o seguinte:

Nesta sexta, 07/01/11, a Handmade Blues começa a fazer o Happy Hour do Burburinho durante todas as sextas de janeiro. O blues acústico, feito com 2 violões, 18 gaitas, 1 kazoo, duas vozes e convidados de última hora, servindo de esquente pra quem vai sair pra night, ou de "boa noite Cinderela" pra quem vai trocar a balada por uma boa e reconfortante noite de sono. O Happy hour começa às 19:30 e o couvert... apenas R$ 3,00 (fala sério, né?).

É aquela coisa de sair do trabalho, sentar no Burburinho, pedir a bebida de sua preferência e curtir um bom blues de fundo... Vidinha que pediu a Deus, não é verdade? Isso nas sextas de
janeiro...

No sábado, 08/01/11, a Handmade Blues se apresenta no Banquete, lá na rua do Lima, onde o blues ja é tradição aos sábados há mais de um ano. No repertório, aqueles clássicos do blues mundial, alguns "lados B" do gênero, adaptações do cancioneiro nacional para o ritmo dos algodoais do Mississipi e, claro, jams... muitas jams, que abrilhantam, ainda mais, as apresentações da Handmade Blues. Tudo isso a partir das 22hs.

Você ainda não conhece a Handmade Blues? Então você pode conhecer a história dela clicando aqui, ou, melhor, indo até as apresentações da distinta. Se você gosta de blues, não vai se arrepender...

Serviço 1:
O que? Happy Blues Hour com a Handmade Blues
Onde? Bar Burburinho (Rua Tomazina, Recife Antigo)
Quando? Todas as sextas de Janeiro/2011, a partir das 19:30hs
Quanto? R$ 3,00

Serviço 2:
O que? Sábado de blues com a Handmade Blues
Onde? Espaço Cultural Banquete (Rua do Lima, em frente a TV Jornal, Santo Amaro)
Quando? Sábado, 08/01/11, a partir das 22hs
Quanto? R$ 3,00

Memórias (Convite)...

Eu tava lembrando ontem... Eu tinha uma namorada que morava num prédio baixinho... acho que era no segundo ou terceiro andar. No apartamento em cima do dela, morava uma família de crentes/protestantes/mórmons ou algo do gênero e todas as sextas-feiras se reuniam pra cantar louvando ao senhor.

Muitas das vezes em que fui a casa dessa ex, eu levei comigo meu violão. Na época, mais liso que atualmente, era um Giannini cordas de nylon, mas que matava a secura. E esses vizinhos já deviam ter me visto chegar com ele algumas vezes.

Numa sexta dessas vida, fui pra casa dela com meu violão embaixo do braço, cheguei lá e entre um beijo e outro, umas músicas pra descontrair. Até que tocou a campainha. Lá foi ela atender. Eram os vizinhos de cima. Eles falaram pra ela que já tinham me visto chegar com o violão várias vezes e queriam convidar a mim e a ela (claro) para subirmos e irmos cantar com eles. Não sei se de proposito ou não, ela me chamou gritando da porta:

- "DEMO!"

Quando cheguei na porta para ver do que se tratava, os vizinhos já estavam se "esquivando"...

- "... mas se vocês estiverem ocupados e não puderem ir, tudo bem! A gente entende, não é? Não precisam ir se não quiserem..."

Fiquei meio sem entender, mas depois ela me explicou, com um sorriso na boca. E eu rí muito... agradecido por ter nos livrado dessa. Desde esse dia, esses vizinhos nunca mais nos chamaram pra nada... KKKKKKKKKK

Meu apelido já me rendeu diversas histórias engraçadas... No que for me lembrando, vou postando.

domingo, 2 de janeiro de 2011

Sobre o último blues do ano...

Cara... foi muito bom... apesar de ter passado o dia com dor de cabeça, a noite valeu. Fez com que toda minha vida musical de 2010 tivesse valido a pena. O som tava massa, um público legal e uma grande surpresa: logo quando chegamos, fomos apresentados ao Fred: um saxofonista holandês que, num primeiro momento, não me pareceu um entusiasta do blues, mas tudo bem. A proposta da Handmade Blues é, dentre outras coisas, fazer Jam.

Mas quando o cara começou a tocar... caraca. Que feeling... Foi fantástica a participação dele. Aliás, tudo tava perfeito: o som bem equalizado, a casa agradável, repertório bem escolhido (com exceção, na minha opinião, de Thrill is gone pra abrir. Ela devia ter ficado mais pro meio).

E o Fred não foi o único a abrilhantar, ainda mais, a apresentação da Handmade não... Ainda tivemos o imenso prazer de termos a Adriana Nascimento (vocalista da Uptown Band) cantando conosco. Dona de uma voz maravilhosa, Adriana detonou (aliás, como sempre faz nos shows da Uptown Band). E ainda teve canja de Rico, o Bluestamontes, que arrepiou no vocal de mais uma música inventada por ele na hora

Eu sempre tive a sorte de ser acompanhado ou acompanhar músicos muito bons. Seja em bandas, seja em Jams, eu sempre tive a sorte de tocar com pessoas que me deixam muito feliz em muitos momentos dessa minha vida de músico (músico no sentido menor da palavra).

Outro detalhe muito bacana e que tem que ser comentado e frisado é que foi a primeira vez, em 40 anos, que minha mãe me viu tocar. Deu sorte de pegar um dia magistral e mágico que foi o dia 30/12/10 no Biruta. O dia em que a Handmade Blues fechou o ano com chave de ouro.

Cabem aqui alguns agradecimentos: Vanessa Santos, da Duxi Comunicação, que mandou ver na divulgação; Camila, repórter do Diário de Pernambuco, que fez um matéria muito bacana conosco; Rico “Bluestamontes”, que organiza o Roteiro Blues, faz o Blog Recife Blues e um agitador da noite Recife-olindense; Glauber, operador de som e a Caco por tocar comigo. Muito show.

Agora é esperar mais shows especiais como esse em 2011.

A primeira de 2011


Essas coisas sempre acontcem ou num ônibus ou numa parada de ônibus. Lá estou eu, esperando o ônibus pra ir pra casa da minha filha, sentado, na minha, quando chega um cidadão e pergunta:

- "Tem horas?"

Eu já ia responder quando olhei pro distinto que, pasmem, estava usando relógio de pulso. Beleza... deve ser portador da trissomia do par 21. Mostrei os pulsos fazendo sinal que não, não sabia a hora... Aí começou...

- "Tu é cantor?"

No meu tempo, cabeludo ou era maconheiro ou era rockeiro, quando não os dois... Hoje em dia, cabeludo é vocalista de banda de Forró... Mais uma vez respondo negativamente... já acahava que ia acabar aí... mas não...

- "Tu é modelo?"

Fala sério! Só se for modelo de mau exemplo... E não acabou aí... Ainda teve...

- "Tu tem um programa de TV?"

Pô... o cara queria falar com uma celebridade a qualquer custo. Como eu não primo pela simpatia, e faço questão de não primar, respondi:

- "Tu não vai desistir não?"

O cara pediu desculpas e foi embora...

Só espero que isso não seja um presságio.